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Bônus ecológico 2026 para carro elétrico deve chegar a 5 700 euros, diz Roland Lescure

Carro elétrico branco estacionado dentro de showroom moderno com estação de recarga na parede.

Uma reviravolta inesperada para quem pretende comprar um carro elétrico. Depois de o bônus ecológico ter passado por uma grande reformulação no verão, o ministro da Economia, Roland Lescure, anunciou uma nova elevação do apoio à compra. A partir de 2026, o incentivo pode alcançar 5 700 euros.

Entenda a mudança: do Estado aos CEE

Desde 1º de julho de 2025, o bônus ecológico - agora rebatizado de “impulso” - deixou de ser pago diretamente pelo Estado: a conta foi transferida para os Certificados de Economias de Energia (CEE). Nesse modelo, fornecedores de energia são obrigados a abastecer um fundo que financia ações ligadas à transição energética. Para o governo, é uma forma de aliviar o próprio orçamento, já bastante apertado.

Valores do bônus ecológico em 2025: uma sequência de ajustes

Esse formato já foi alterado várias vezes. No começo de 2025, as ajudas variavam entre 2 000 e 4 000 euros. Em julho, os valores subiram e passaram a ficar entre 3 100 e 4 200 euros. Em setembro, foi incluída mais uma camada para carros elétricos com bateria produzida na Europa, com apoio que pode chegar a 5 200 euros - ou até mais quando montadoras fecham acordos específicos com fornecedores de energia.

Bônus ecológico 2026 mantido e aumentado: quais condições?

Mais uma mudança entra no radar - e ela surpreende. Em entrevista na manhã de hoje à France Inter, Roland Lescure confirmou que a ajuda para a compra de carro elétrico será mantida em 2026 e, além disso, ampliada. Ela será elevada para 5 700 euros no próximo ano para um carro elétrico. Isso significa 1 500 euros acima do teto em vigor desde julho para modelos padrão.

Quem paga a conta e quais modelos ficam de fora

O ministro, porém, não esclareceu se os CEE vão cobrir todo o custo extra ou se o Estado voltará a colocar recursos. Essa indefinição importa: se os fornecedores de energia tiverem de desembolsar mais, é possível que repassem o gasto em algum ponto - seja nas tarifas, seja em outros produtos.

As regras de elegibilidade, por sua vez, não devem mudar. Para receber a versão reforçada do incentivo, o veículo precisa ser aprovado no conhecido eco-score, calculado a partir do balanço de carbono da fabricação e do trajeto até a França. Também tem de respeitar os limites tradicionais: menos de 47 000 euros, menos de 2,4 toneladas e produção localizada na Europa ou na França. Na prática, isso já elimina a maior parte dos veículos importados da China.

Ainda não se sabe, no entanto, se essa revalorização vai valer para todos os modelos aprovados no eco-score ou apenas para aqueles equipados com uma bateria produzida na Europa. Quem comprou um carro elétrico neste ano pode, mesmo assim, ficar incomodado…

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