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Fim da produção do Mitsubishi i-MIEV, também conhecido como Peugeot iOn e Citroën C-Zero, e substituto em 2023

Carro SUV elétrico branco Mitsubishi I-Miev 2023 em ambiente interno com janelas grandes ao fundo.

É bem possível que você reconheça o Mitsubishi i-MIEV mais facilmente como Peugeot iOn ou Citroën C-Zero - resultado do acordo entre a fabricante japonesa e o Groupe PSA, que abriu caminho para as marcas francesas entrarem cedo no mercado de carros elétricos, ainda em 2010.

Esse detalhe também deixa claro o quanto o pequeno modelo japonês já virou veterano, agora que sua produção está sendo encerrada. Embora tenha sido lançado oficialmente em 2009, ele deriva do Mitsubishi i, um kei car japonês apresentado em 2006 e conhecido pelo excelente aproveitamento do espaço interno.

Mitsubishi i-MIEV e o peso da idade no mundo dos elétricos

Ao longo de uma vida útil bem longa, o i-MIEV recebeu apenas mudanças discretas. E, considerando o salto acelerado que os veículos elétricos deram na última década, isso fez com que o i-MIEV (sigla de Mitsubishi Innovative Electric Vehicle) ficasse, na prática, sem chances de competir: envelheceu rápido e sem uma evolução equivalente.

Bateria e autonomia do Mitsubishi i-MIEV

Isso fica evidente ao olhar para a bateria do i-MIEV, com somente 16 kWh de capacidade - número que, nos modelos franceses, foi reduzido em 2012 para 14,5 kWh. É um valor próximo e, em alguns casos, até menor do que o de certos híbridos plug-in atuais.

Como consequência direta, a autonomia também é limitada. Os 160 km divulgados no início seguiam o ciclo NEDC, mas caíram para 100 km quando medidos no mais rigoroso WLTP.

Desempenho urbano: motor traseiro, ambição limitada

O Mitsubishi i-MIEV traz motor e tração na traseira, porém os 67 cv resultam em 15,9s no 0 a 100 km/h, com velocidade máxima limitada a 130 km/h. Fica claro: a proposta do i-MIEV começava e terminava no uso urbano.

As restrições técnicas, a falta de evolução e o preço elevado acabaram explicando o desempenho comercial discreto. Desde 2009, foram produzidas apenas cerca de 32 000 unidades - um contraste evidente com o maior e mais versátil Nissan Leaf, lançado em 2010, que já está na segunda geração e já passou de meio milhão de unidades.

Substituto? Só em… 2023

Hoje parte da Aliança (da qual participa desde 2016) ao lado de Renault e Nissan - e, apesar de um relacionamento conturbado nos últimos 2-3 anos, a Aliança parece ter reencontrado um rumo -, a Mitsubishi encerra a fabricação do seu pequeno e experiente modelo. Isso, porém, não significa abandonar a ideia de um elétrico compacto com o emblema dos três diamantes.

Com acesso a plataformas e componentes dos demais integrantes da Aliança, a Mitsubishi planeja um novo carro elétrico urbano, também desenvolvido sob as exigências rígidas dos kei cars japoneses - dificilmente veremos esse modelo na Europa -, que deverá ser apresentado, muito provavelmente, em 2023.

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