Aumento de diesel e gasolina encarece operações de serviços em solo
A alta recente nos preços do óleo diesel e da gasolina - impulsionada por fatores externos e pela instabilidade no mercado internacional de petróleo - vem afetando de forma direta a composição de custos das operações de serviços em solo nos aeroportos do Brasil.
Esses combustíveis são indispensáveis para uma série de rotinas no pátio e no entorno aeroportuário, incluindo movimentação de aeronaves (pushback e reboque), transporte terrestre de tripulantes, passageiros e colaboradores, fornecimento de energia (GPU), limpeza e desinfecção, remoção de dejetos, abastecimento de água potável, além do manuseio de bagagens e cargas aéreas.
ABESATA alerta para impacto nos custos com combustível
A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (ABESATA), entidade que reúne as principais empresas do segmento, informou que a elevação pode levar a um aumento de até 5,9% nas despesas com combustível. Esse item, segundo a associação, representa cerca de 15% dos custos operacionais.
Variação de preços entre aeroportos
Os valores praticados para diesel e gasolina não são uniformes entre os aeroportos. No caso do diesel, a alta estimada fica entre 12% e 39%, enquanto a gasolina registra aumento médio em torno de 5,5%.
Outras pressões citadas pelo presidente da ABESATA
Para Ricardo Aparecido Miguel, presidente da ABESATA, a pressão adicional no orçamento se soma a outros pontos de atenção, como uma possível alteração na escala de trabalho. O tema está em discussão intensa no Congresso Nacional e, de acordo com ele, pode elevar os custos com pessoal em aproximadamente 20%.
Ele também chamou a atenção para o fato de que, embora estejam em análise medidas para ajudar a mitigar a alta do querosene de aviação, o efeito do aumento do preço do diesel vem sendo deixado em segundo plano.
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