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BMW M Ignite: a solução da BMW M para manter os seis cilindros em linha vivos na Euro 7

Carro esportivo prata BMW com capô aberto em showroom moderno com piso de concreto polido.

Há aproximadamente um ano, Frank van Meel, CEO da BMW M, comentou que as equipes de engenharia em Munique buscavam alternativas criativas para preservar os seus motores mais icônicos. Na época, porém, ele não entrou em detalhes - e ficou a expectativa no ar.

Agora, a marca finalmente abriu o jogo. A BMW M anunciou de que forma pretende manter os seus motores a combustão em produção sem desrespeitar a norma Euro 7, que deve passar a valer a partir de novembro de 2026.

O que é o BMW M Ignite

A carta na manga se chama BMW M Ignite: um sistema de ignição com pré-câmara de combustão, registrado em patente em 2024 e desenvolvido especificamente para os seis cilindros em linha da BMW M.

Foco na eficiência

Embora seja uma estreia para a BMW M, a ideia está longe de ser inédita na indústria. Trata-se de um conceito com cerca de um século (usado inicialmente em motores Diesel) e que, na forma mais moderna, ganhou notoriedade em 2020 com a Maserati e o motor Nettuno - um V6 biturbo de 3,0 litros lançado no MC20.

No caso do BMW M Ignite, o princípio é o mesmo. O cabeçote passa a trazer uma pré-câmara de combustão conectada à câmara principal por canais de transferência. Essa pré-câmara tem sua própria vela e bobina, formando, na prática, um conjunto de dupla ignição.

Em rotações baixas e médias, a ignição segue majoritariamente a cargo da vela convencional. Já em giros mais altos e sob maior carga, a pré-câmara assume um papel central. Uma porção da mistura ar-combustível é direcionada para essa pequena câmara, onde é inflamada e, em seguida, enviada para a câmara principal em forma de jatos de ignição.

De acordo com a BMW, esse método torna a queima mais rápida e melhor controlada, diminuindo de forma relevante a chance de detonação. A fabricante alemã também diz que a solução contribui para reduzir a temperatura dos gases de escape, aliviando o estresse térmico do motor e melhorando as emissões.

A marca acrescenta que, em uma condução mais esportiva, o consumo deve cair de maneira significativa, aumentando a autonomia sem abrir mão do desempenho.

Atualizações extras nos seis-em-linha da BMW M

Além do novo conjunto de ignição, os seis cilindros da BMW M receberão outras mudanças, incluindo uma taxa de compressão mais alta e turbos com geometria variável. Ainda assim, não é para esperar ganho de potência: a tendência é manter números equivalentes aos atuais seis cilindros em linha do fabricante. O objetivo aqui é eficiência - e atender às exigências de emissões.

Quando chega?

A chegada do BMW M Ignite acontecerá em etapas. A partir de julho de 2026, todas as versões do M3 e do M4 passarão a contar com a tecnologia. Um mês depois, será a vez do M2 adotar o mesmo sistema.


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