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Mercedes-Benz Mini-G: o Classe G em versão compacta está a caminho

SUV Mercedes-Benz G-Class verde exposto em showroom moderno com outros carros ao fundo.

O Mini-G tem tudo para virar uma das maiores apostas recentes da Mercedes-Benz. A proposta é levar mais de 45 anos de história, aptidão e resistência do icônico Geländewagen para um pacote menor e mais acessível (sem ser barato).

O nome definitivo ainda não foi divulgado. Mesmo assim, os últimos protótipos de testes que vimos, cobertos por camuflagem, praticamente entregam a resposta: o padrão é formado por vários “g” minúsculos. Isso indica que a marca alemã preferiu manter uma designação que já é das mais reconhecidas do mercado.

Ainda que a camuflagem seja pesada, dá para notar que o futuro Mini-G segue fiel à identidade visual do “irmão” maior, com linhas retas, superfícies planas e proporções robustas - um conjunto que dificilmente vai passar despercebido.

Um Classe G em ponto pequeno

Diferentemente do que muita gente esperaria, a Mercedes-Benz não optou pela saída mais simples, como aproveitar uma plataforma existente e apenas adaptá-la. O Mini-G está sendo criado do zero, com componentes próprios e soluções técnicas específicas. A arquitetura, por exemplo, será exclusiva e não será compartilhada com nenhum outro modelo.

Essa decisão eleva os custos. Markus Schäfer, diretor técnico da Mercedes-Benz, descreveu a solução como um “chassis de longarinas e travessas em miniatura”. Não será uma construção pura de carroceria sobre chassi como no Classe G que já conhecemos, mas a marca garante que o projeto foi pensado para entregar capacidades fora de estrada à altura do legado do modelo icônico.

Em dimensões, este SUV aparece claramente mais curto e mais baixo que o Classe G, embora o DNA esteja presente. Na frente, chamam atenção os faróis redondos e o capô alto; na lateral, surgem caixas de roda bem marcadas, janelas quadradas e barras no teto.

Atrás, as lanternas ficam posicionadas mais próximas do para-choque, e também há espaço para o suporte do estepe externo - outro traço característico da família G.

Não será exclusivamente elétrico

Ao contrário do que se planejava no início, o futuro Mercedes-Benz Mini-G não deve ser apenas elétrico. A fabricante ainda não confirmou oficialmente, mas, caso se concretize, isso aponta para uma mudança de estratégia, buscando equilibrar exigências regulatórias com as preferências reais do público.

Os rumores mais recentes dizem que a Mercedes-Benz estuda adotar soluções parcialmente eletrificadas, como no novo CLA: um motor a gasolina 1,5 litro, quatro cilindros, turbo, combinado a um sistema mild-hybrid de 48 V. No CLA, as potências ficam entre 156 cv e 211 cv.

Na alternativa elétrica, o Mini-G deve usar dois motores (um por eixo), alimentados por uma bateria NMC de 85 kWh, com autonomia que pode passar de 700 km no ciclo WLTP.

Seja qual for a motorização, a expectativa é que todas as versões sejam vendidas exclusivamente com tração integral. Afinal, ele fará parte da família G.

Quando chega?

Por enquanto, não existe uma data oficial de apresentação, mas é possível que o Mini-G seja revelado ainda neste ano. Já a chegada ao mercado está prevista apenas para 2027.

Quando finalmente estrear, o novo SUV não deve encontrar caminho livre. Até lá, é provável que um… Mini-Defender já esteja à venda. A missão do rival é bem parecida com a do Mini-G: reproduzir, em um formato mais compacto e acessível, as características do “irmão” maior. Uma diferença é que o britânico deve ser exclusivamente elétrico. Confira mais detalhes:


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