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Volkswagen aposta em híbrido convencional para Golf e T-Roc

Dois carros Volkswagen híbridos em exposição, um verde e um branco, em ambiente interno moderno.

A Volkswagen resolveu ocupar um espaço em que, até aqui, não atuava. Depois de anos concentrando seus esforços em híbridos plug-in e modelos 100% elétricos, a marca de Wolfsburg se prepara para estrear um sistema híbrido convencional - uma solução que a Toyota aplica há décadas.

Para essa tecnologia híbrida, prevista para chegar aos novos Golf e T-Roc no último trimestre do ano, a Volkswagen promete consumo e emissões mais baixos do que os obtidos por suas motorizações mild-hybrid, principalmente no uso urbano, sem qualquer dependência de recargas externas.

Um sistema conhecido…

Na prática, a arquitetura desse novo híbrido convencional da Volkswagen não foge do que já se vê no mercado, embora traga algumas particularidades na execução.

No coração do conjunto está o conhecido motor a gasolina 1.5 TSI evo2, combinado com uma transmissão DSG de dupla embreagem e sete marchas. A ele se somam dois motores elétricos e uma bateria de íons de lítio com 1,6 kWh de capacidade bruta, instalada sob o banco traseiro.

Um dos motores elétricos é responsável pela tração, enquanto o outro trabalha como gerador. Além disso, o módulo híbrido incorpora um controle eletrônico, um diferencial e um redutor de uma marcha. Soma-se a isso uma embreagem multidisco (com unidade de controle própria), que permite acoplar ou desacoplar o motor a combustão da transmissão conforme a necessidade.

Diferentemente do que acontece nos híbridos plug-in, aqui não existe conexão com tomada. A eletricidade é produzida no próprio veículo, seja pela recuperação de energia em desacelerações e frenagens, seja pelo próprio motor a combustão, que também pode operar como gerador.

Como vai funcionar?

Assim como nos híbridos da Toyota, o sistema conseguirá alternar automaticamente entre três formas de operação, de acordo com a situação de condução.

Em velocidades mais baixas, será possível rodar apenas no modo elétrico. Não por muito tempo, já que a bateria é pequena (ainda que maior do que a dos híbridos da Toyota), mas o bastante para percorrer entre 2 a 3 quilômetros por vez em modo elétrico.

Quando houver necessidade de produzir energia, o conjunto entra no modo em série. Nesse cenário, o motor a gasolina não traciona as rodas diretamente: ele atua somente como gerador para alimentar o motor elétrico. É uma solução que também aparece, por exemplo, no sistema e-Power da Nissan:

Já em velocidades mais altas, o sistema passa a trabalhar em modo paralelo. O motor a combustão assume o protagonismo da tração, com o motor elétrico auxiliando sempre que necessário - seja para aumentar a eficiência, seja para oferecer aquele empurrão extra em uma aceleração ou ultrapassagem.

Resposta tardia mas necessária

Os primeiros Volkswagen a adotar essa tecnologia híbrida (Golf e T-Roc) só chegam ao mercado no fim deste ano, completando a linha eletrificada da marca alemã, que passa a ter quatro níveis: mild-hybrid (eTSI), híbrido completo (Hybrid), híbrido plug-in (eHybrid) e 100% elétricos.

Ainda assim, é difícil não notar que se trata de uma adoção tardia de uma tecnologia que marcas como Toyota, Honda, Nissan, Hyundai/Kia e Renault/Dacia já oferecem há vários anos.

Isso, porém, não diminui o peso dessa decisão da Volkswagen, que é importante para atender às metas de emissões da União Europeia.


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