Depois de o seu peso virar assunto, o Freelander 8 teve mais informações divulgadas - inclusive a série especial de estreia, batizada de forma apropriada como… First Edition.
Conjunto EREV do Freelander 8 e principais componentes
Começando pela parte técnica, o Freelander 8 é construído sobre uma plataforma de nova geração e adota um sistema EREV (Veículo Elétrico de Alcance Estendido). Nessa configuração, a tração fica a cargo dos motores elétricos, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador para fornecer energia e recarregar a bateria.
A Freelander não detalhou os motores elétricos, mas confirmou que o conjunto inclui um motor 1,5 L turbo com 115 kW (156 cv) e uma bateria de 60,3 kWh, desenvolvida em parceria com a CATL.
Pelos números anunciados pela marca, dá para rodar até 221 km em modo totalmente elétrico antes de o motor térmico precisar entrar em ação para alimentar a bateria.
Recarga em 800 V e bateria Freevoy
Para quem preferir “carregar à moda antiga”, a arquitetura elétrica de 800 V viabiliza recargas de alta potência. De acordo com a marca, a bateria - da família Freevoy, criada para híbridos e elétricos - aceita potência de carregamento de até 350 kW.
Um “peso-pesado”
Como já comentamos, o peso do Freelander 8 é um dos grandes chamarizes do modelo. Com 3495 kg de peso bruto, ele fica só 5 kg abaixo dos 3500 kg, limite normalmente associado a veículos leves.
Vendo por outro ângulo, bastariam mais 6 kg para chegar a 3501 kg e entrar em uma faixa que, em vários mercados europeus, já exigiria outra categoria de carteira de habilitação. A isso ainda se somam até 2000 kg, que é o máximo de sua capacidade de reboque.
Se o número na balança impressiona, os motivos são fáceis de entender. Para começar, a solução EREV acrescenta massa ao SUV chinês. Além disso, as dimensões passam longe de ser discretas.
Com 5118 mm de comprimento - ou 5185 mm nas versões equipadas com determinados acessórios - e entre-eixos de 3040 mm, o Freelander 8 é maior do que um Defender 110.
O porte avantajado também se traduz em espaço interno, com cabine ampla e layout de seis lugares distribuídos em três fileiras (2+2+2).
Tecnologia para “dar e vender”
Tecnologia é um dos argumentos centrais deste novo SUV. Um exemplo é o uso do processador Qualcomm Snapdragon 8397, uma evolução relevante em relação à geração anterior, encarregado de gerenciar os sistemas digitais e a conectividade do veículo.
Junto desse conjunto, há um sensor LiDAR de 896 linhas instalado no teto e o sistema de assistência à condução Huawei Qiankun ADS, que vem de série. A soma desses elementos permite coletar e processar grandes volumes de dados em tempo real, ampliando as capacidades de condução assistida.
No off-road, a Freelander equipou o modelo com o sistema inteligente de gestão de terrenos i-ATS, desenvolvido com tecnologia da Huawei. Além disso, há bloqueio mecânico do diferencial dianteiro, diferencial traseiro eletrônico de deslizamento limitado e suspensão pneumática de dupla câmara, capaz de ajustar automaticamente a altura livre do solo conforme as condições do terreno.
Com lançamento previsto para a segunda metade de 2026, o Freelander 8 é o primeiro resultado da estratégia que a marca chama de “Joint Venture 3.0”, uma nova fase de colaboração entre a Chery e a Jaguar Land Rover.
A proposta é lançar seis novos modelos ao longo dos próximos cinco anos, com vendas planejadas não apenas na China, mas também em mercados internacionais como o Oriente Médio e até a Europa.
Por enquanto, não se sabe quando (nem se) o novo Freelander chegará à Europa, mas os preços na China já foram divulgados e, assim como o peso, chamam atenção: 300 000 yuan, cerca de 38 900 euros pela cotação atual.
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