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Em uma cerimônia na Estação Aeronaval Militar de Aeroparque, a Armada Argentina apresentou oficialmente sua segunda aeronave de patrulha marítima P-3C Orion, incorporada ao Comando de Aviação Naval (COAN). Participaram do evento o ministro da Defesa, Luis Alfonso Petri; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, brigadeiro-general Xavier Julián Isaac; o Chefe do Estado-Maior-Geral da Armada, vice-almirante Carlos María Allievi; o Chefe do Estado-Maior-Geral do Exército Argentino, tenente-general Carlos Presti; o embaixador do Reino da Noruega, Halvor Sætre; e o novo embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Peter Lamelas.
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O segundo P-3C Orion da Armada Argentina
Com a matrícula 6-P-58, o novo P-3C representa um avanço relevante na recuperação das capacidades argentinas de exploração e vigilância aeronaval. Essas atribuições são essenciais tanto para o monitoramento do Atlântico Sul quanto para as operações de busca e salvamento. A chegada da aeronave integra o acordo assinado com o Reino da Noruega em 2023, que prevê a entrega de quatro aviões: três P-3C e um P-3N.
Em seu discurso durante a cerimônia, o ministro da Defesa, Luis Petri, declarou: “Hoje podemos dizer que voltamos a proteger, que voltamos a vigiar, que voltamos a dissuadir, porque um país sem exploração marítima, um país sem a possibilidade de percorrer em tempo real seu litoral marítimo, de navegá-lo com seu navio, é um país com os olhos vendados. Hoje retiramos definitivamente essa venda porque incorporamos o segundo dos quatro aviões P-3 Orion cujo contrato celebramos em 2023”.
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Petri também mencionou a cooperação com a Noruega: “Quero agradecer ao Reino da Noruega pela colaboração que tornou possível a chegada ao nosso país deste avião que hoje recebemos. Com a Noruega compartilhamos mais do que um acordo: compartilhamos a mesma visão sobre a defesa do Atlântico e a necessidade de proteger os recursos que pertencem ao nosso povo.”
Por sua vez, o chefe do Estado-Maior-Geral da Armada, almirante Carlos María Allievi, destacou: “O Orion P-3 não é apenas um meio aéreo de tecnologia avançada; é uma ferramenta estratégica que amplia significativamente nossas capacidades de exploração, controle e proteção dos recursos do Atlântico Sul. Graças à sua autonomia, ao seu alcance e aos seus sensores, patrulhará com eficiência as extensas áreas de interesse nacional, contribuindo para o controle e a preservação de nossas riquezas naturais. O mar argentino é vasto e desafiador.”
Vigilância do Atlântico Sul e da Zona Econômica Exclusiva
Na mesma linha, o comandante da Esquadrilha Aeronaval de Exploração, capitão de fragata Darío Proni Maiolini, ressaltou em uma breve entrevista à Zona Militar a importância operacional do sistema: “A segunda aeronave P-3 Orion nos permite consolidar ainda mais nossa projeção sobre o mar para a Armada Argentina, no que se refere à defesa dos interesses marítimos da Nação, não apenas nas áreas de interesse, mas também na Antártida Argentina.”
Questionado sobre os efeitos do sistema para o controle do mar territorial, Proni Maiolini afirmou: “A presença do P-3 permite oferecer uma maior capacidade de resposta diante dos infratores em nossa zona econômica exclusiva. Desde sua incorporação, foi possível perceber uma mudança de atitude dos pesqueiros ao saberem que agora contamos com duas aeronaves que podem estar a qualquer momento sobre eles, filmando-os e registrando suas atividades.”
O comandante ainda informou os prazos estimados para as próximas entregas: “A terceira aeronave deve chegar aproximadamente em agosto do ano que vem, e a quarta em meados de 2027. Essa será a última das quatro aeronaves previstas.”
As aeronaves P-3C Orion passaram por processos de modernização realizados pela empresa Rockland, nos Estados Unidos. Os trabalhos abrangeram inspeção geral, recondicionamento estrutural e atualizações de aviônica. A unidade apresentada foi transportada para a Argentina em outubro passado, concluindo seu voo de traslado com escala em Lima, no Peru.
Modernização da frota aeronaval argentina
Há algumas semanas, o ministro da Defesa, Luis Petri, já havia afirmado que a incorporação constitui um passo na recuperação das capacidades estratégicas da Armada Argentina e na vigilância do Atlântico Sul, reforçando o compromisso do país com a defesa de seus recursos e de sua soberania nacional. No discurso proferido durante a cerimônia, ele também abordou o projeto de recuperação da capacidade submarina da Armada Argentina. Sobre o assunto, ressaltou: “o presidente da Nação disse neste dia que estamos negociando para recuperar uma capacidade que perdemos há muito tempo, a capacidade de submarinos, e que vamos recuperá-la porque existe a inabalável vontade de fazê-lo e não apenas dotar a Armada Argentina dessa capacidade perdida em 2017, mas, fundamentalmente, do mais importante: proteger e defender os recursos dos argentinos”.
Com a nova unidade em operação, a Esquadrilha Aeronaval de Exploração avança na consolidação e na reativação de uma capacidade perdida por mais de uma década. Ao mesmo tempo, a Armada prossegue com a modernização de sua frota aeronaval e com o reforço de sua presença nos espaços marítimos de interesse nacional.
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