Pular para o conteúdo

Como a BMW nomeia seus carros: o que significa 745e e M

Carro BMW branco sedan exposto em showroom com destaque para grade frontal e faróis modernos.

Os tempos em que a numeração de um BMW indicava, de forma direta, tanto a posição do carro na linha quanto a cilindrada do motor ficaram para trás.

Com a explosão de popularidade de SUVs e crossovers e, ao mesmo tempo, com a ampliação das opções de motorização - incluindo híbridos e elétricos -, o portfólio da BMW nunca foi tão amplo. E isso obrigou a marca a buscar novas regras para batizar seus modelos.

A coisa chegou a tal ponto que a fabricante de Munique montou até uma área dedicada à estratégia de nomenclatura e identificação de veículos. Em outras palavras, há profissionais focados exclusivamente em criar designações coerentes - que indiquem o lugar do carro na gama, o tipo de motor e até o patamar de potência.

Na teoria, parece fácil. Na prática, está bem longe disso. Por reconhecer essa complexidade, a BMW decidiu detalhar, no seu podcast oficial “Changing Lines”, como funciona a lógica por trás dos nomes dos seus automóveis - usando o BMW 745e como exemplo.

Como a BMW passou a nomear seus modelos

No 745e, o “7” continua com a função tradicional: sinalizar onde o modelo se encaixa dentro da gama (quanto maior o número, mais alto ele está). Aqui, portanto, é uma referência direta ao Série 7.

Também vale separar números ímpares de números pares. Os ímpares (Série 7, X5 ou i3) identificam os modelos mais convencionais, enquanto os pares (Z4, Série 2 ou i8) costumam marcar carros de proposta mais esportiva (ou alternativa, como no caso do Série 6GT).

Ainda assim, existem exceções. Um exemplo recente é o iX, que não traz qualquer algarismo no nome e que, se os rumores se confirmarem, pode futuramente ganhar a companhia de um… XM.

De volta ao 745e: os dois dígitos seguintes, “45”, já não precisam corresponder, obrigatoriamente, à cilindrada (em litros). Ou seja, o 745e não traz um motor de 4,5 l. Na realidade, ele combina um motor a gasolina de 3,0 l com um motor elétrico.

Hoje, esses dois últimos números passaram a representar a faixa de potência em que o carro se enquadra. Neste caso, “45” aponta para modelos entre 300 kW (408 cv) e 350 kW (476 cv) - e notamos que o 745e entrega 290 kW ou 394 cv… Talvez isso já indique uma atualização na próxima geração?

A BMW não está sozinha ao adotar essa estrutura por potência. A Audi segue um caminho parecido; na marca de Ingolstadt, “45” identifica veículos com potência entre 169 kW (230 cv) e 185 kW (252 cv).

O que significam i, d, e, sDrive e xDrive

A letra “e”, no fim do nome, serve para indicar as variantes híbridas plug-in. Já as versões a gasolina continuam a ser representadas por “i”, e as a diesel por “d”.

Por outro lado, quando o “i” aparece no início do nome do modelo, ele passa a designar a submarca de elétricos da BMW. É o caso do iX, citado acima, e do novo i4.

Quanto aos roadsters da família “Z” (que também já identificou cupês) e aos SUVs/crossovers da família “X”, pode aparecer ainda o sufixo sDrive ou xDrive. Eles distinguem, respectivamente, as versões com tração traseira (ou tração dianteira no caso do Série 1, Série 2 Active Tourer, Série 2 Gran Coupé, X1 e X2) e as versões com tração integral.

E os BMW M?

Os BMW M se organizam em dois grupos: os “M” e os “M Performance”. No topo estão os “M”, em que a letra emblemática quase sempre aparece antes do número que identifica o carro. É assim em M3, M4 e M5, além do inédito - e cada vez mais próximo - M3 Touring.

Mesmo aqui há exceções. Quando o modelo pertence às famílias “X” ou “Z”, o “M” surge apenas no final do nome, como em X4 M.

Os modelos chamados de “M Performance”, posicionados um degrau abaixo dos “M”, têm a designação formada pela letra “M”, seguida de dois ou três algarismos e uma letra. Bons exemplos são o M440i e o X5 M50i. Porém, o novo i4 M50 dispensa a letra no fim.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário