O que é o 2015 Dodge Charger Hellcat
O que é isso?
Trata-se do sedã de quatro portas mais rápido que dá para comprar: o Dodge Charger Hellcat 2015. Ele declara velocidade máxima de 328 km/h e faz o 0–402 m em 11 segundos cravados, com tempo verificado pela NHRA. Do lado de cá de um Hennessey VR1200, é difícil apontar algo que leve você até o destino - e até a encrenca - com mais rapidez. E por menos dinheiro.
Mesmo com o mesmo V8 707 hp superalimentado (aprox. 717 cv) visto primeiro no Challenger Hellcat de duas portas e com uma carroceria totalmente nova - apenas as portas traseiras foram mantidas - dá para levar esse absurdo para casa por pouco mais de US$ 64 mil. É cerca de US$ 4 mil a mais que o provocativo Challenger, mas houve um trabalho extra aqui.
O que mudou: acerto, conforto e “civilidade”
Tipo o quê?
A proposta foi deixar o conjunto inteiro menos bruto e mais “civilizado” do que o Challenger. A suspensão recebeu um ajuste um pouco mais macio e o rodar ficou mais complacente - em boa parte por causa de barras estabilizadoras dianteira e traseira mais finas. Também há mais material de isolamento acústico, e as válvulas do escapamento fecham mais cedo para baixar o ruído em velocidades de estrada.
No mais, é praticamente isso. Ele continua vindo com chave vermelha para liberar toda a potência e chave preta para aqueles dias em que 500 hp (aprox. 507 cv) já resolvem. Não fazemos ideia de quando esses dias acontecem, mas está lá.
Design, comportamento e pista no Charger Hellcat
O que fizeram no design?
O Charger vem tentando recuperar o seu “algo a mais” visual há anos. Depois de estrear em 1966 como um dos carros mais agressivos e intimidadoras de se ver, ele perdeu boa parte do apelo de “bad boy” ao estilo Bullitt de 1968 quando voltou em 2006 como um quatro-portas. Já o novo Challenger - que sempre foi de duas portas - devolveu um pouco da pegada parruda à marca quando reapareceu em 2008; desde então, porém, o Charger (pelo menos no desenho) ficou vivendo à sombra dele.
E agora?
O Challenger segue sendo o verdadeiro brigão da família, mas o Charger de visual renovado finalmente parece fazer parte da mesma “gangue”. Ao suavizar algumas linhas, ampliar a grade e deixar o conjunto mais fluido, a equipe de design fez o Charger parecer menor, mais compacto e mais focado. Por dentro, também houve uma reforma de verdade, e o resultado é muito melhor do que antes.
Como ele anda?
De cara, o Charger Hellcat se mostra mais silencioso e menos cansativo de guiar do que o Challenger, filtrando irregularidades do asfalto em vez de transmitir cada uma delas pelo volante e pelo banco.
A boa notícia é que o Hellcat está sempre pronto para o combate quando você quiser. A aceleração em retomadas é absurda e “amassa” praticamente tudo o que aparece na estrada. Mesmo com todas as babás eletrônicas ligadas, ele sai de lado - se você insistir - em qualquer cruzamento ou rotatória. Com tudo desligado, aí é você, o chassi e aquele motor, sem rede de proteção.
E na pista?
Pode soar estranho acelerar um carro de 2 toneladas em um autódromo relativamente pequeno, mas, ao volante do Charger Hellcat, isso não parece tão fora de lugar. Há, sim, mais rolagem de carroceria do que no Challenger, e a sensação é de estar alguns graus mais distante do que está acontecendo, mesmo com a mesma caixa de direção hidráulica. Ainda assim, é diversão garantida, com esterço no acelerador e burnouts como rotina. Este Charger talvez não tenha a finesse definitiva dos super-sedãs alemães, mas custa 50% menos. Então, sem queixas.
Eu deveria comprar um?
Se você quer um Hellcat e precisa, obrigatoriamente, de quatro portas, sim. A nossa escolha ainda é o Challenger, tanto pelo estilo quanto pelo jeito de dirigir, mas se você precisa (ou quer) o acesso traseiro e leva passageiros que gostam da sensação de decolar toda vez que você enterra o pé, ele cumpre o papel muito bem. É o sedã de desempenho com melhor custo-benefício da década.
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