A instalação de piso laminado virou uma escolha frequente em reformas de casas e também de pontos comerciais. Ainda assim, reclamações como ondulações, juntas abertas e desgaste antes do tempo seguem aparecendo - e quase sempre têm relação com três fatores: contrapiso mal preparado, seleção errada de materiais e execução sem cuidado. Por isso, entender as etapas do serviço faz diferença para questionar o instalador, conferir referências e decidir se é melhor corrigir apenas alguns trechos ou refazer toda a instalação.
Quais erros de instalação mais provocam ondulações e juntas abertas?
Na maioria dos casos, as ondulações surgem quando o contrapiso está fora de nível, com buracos, “barrigas”, degraus ou outras irregularidades que não foram tratadas antes da colocação das réguas. Quando a base está assim, o piso reage de modo desigual ao caminhar: algumas áreas cedem mais do que outras, o que gera movimentos, força o encaixe, abre frestas e pode até danificar as bordas.
Outro erro recorrente é colocar o laminado sem a folga necessária junto às paredes, portas e batentes, desconsiderando que o material sofre dilatação e contração com mudanças de temperatura e umidade. Sem esse espaço, as réguas ficam pressionadas, o que costuma resultar em estufamento, estalos e abertura das juntas. O problema tende a piorar quando se usa manta inadequada ou incompatível com locais úmidos, já que isso favorece deformações e aumento de ruídos.
Assista um vídeo no canal do Youtube Oficina de Casa que fala sobre os cuidados essenciais na colocação de pisos e como evitar ondulações ou juntas abertas durante a reforma:
Como esses erros afetam a durabilidade e o conforto do piso laminado?
Quando há desníveis no contrapiso, a carga do corpo acaba concentrada em poucos pontos. Isso eleva o esforço mecânico nas travas de encaixe, acelerando quebras, folgas e a sensação de “piso solto”. Em locais com muita circulação - como corredores e salas comerciais - essa sobrecarga reduz a vida útil do sistema e aumenta o desgaste da camada decorativa.
Já a ausência de folgas de dilatação mantém o conjunto sob tensão permanente. Com o tempo, isso provoca empenamentos e ondulações persistentes, facilita o desencaixe das juntas e permite a entrada de umidade, além de favorecer até o aparecimento de mofo sob o piso. Em áreas próximas de cozinhas, banheiros e varandas, o resultado pode ser inchaço nas bordas, mau cheiro, manchas e a necessidade de troca parcial ou total da instalação.
Quais são os erros mais frequentes e quanto custa corrigi-los?
Alguns defeitos se repetem em obras com piso laminado e, em diversas situações, consertar pode sair quase pelo mesmo valor - ou até mais - do que instalar pela primeira vez. Saber onde normalmente se erra ajuda a decidir se vale ajustar pontos específicos ou se o caminho mais sensato é recomeçar do zero.
Entre os problemas mais comuns, que impactam diretamente o custo para o consumidor, estão:
- Contrapiso desnivelado, com buracos, ondulações e degraus que pedem regularização antes de reinstalar.
- Falta de folga de dilatação em paredes, portas e batentes, gerando pressão e estufamento.
- Manta inadequada para o tipo de ambiente, o que favorece mofo, ruído excessivo e inchaço das réguas.
- Instalação sobre superfície úmida sem verificação prévia, aumentando o risco de manchas e mau cheiro.
- Encaixe mal feito das réguas, com frestas e desníveis que prejudicam a aparência, a higiene e o conforto ao caminhar.
- Ausência de juntas de dilatação em áreas amplas, elevando a chance de ondulações e abertura das juntas.
Como escolher o profissional certo e evitar problemas futuros?
Algumas atitudes antes do início da obra reduzem bastante a chance de retrabalho. Vale observar o contrapiso com uma régua metálica longa para localizar vãos e desníveis e checar sinais de umidade em paredes, lajes e em áreas perto de ralos. Em geral, um instalador cuidadoso propõe teste de umidade, apresenta alternativas de manta e orienta sobre juntas de dilatação em ambientes maiores, mostrando atenção aos detalhes técnicos.
Também é recomendável solicitar referências de serviços com mais de um ano de uso e, quando der, visitar para verificar ondulações, frestas e barulhos. Por fim, deixe tudo documentado em contrato: modelo do piso, tipo de manta, quem responde pela preparação do contrapiso, prazos e garantia de instalação. Com verificação prévia, perguntas diretas e registro por escrito, o risco de problemas diminui muito - mantendo o investimento e o conforto no dia a dia.
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