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Golf V5 perua: a promessa de lifestyle colocada à prova

Carro Volkswagen Golf V5 branco estacionado em ambiente interno com pranchas de surf ao fundo.

A promessa de “lifestyle” no Golf V5 perua

Pouca gente deve ter se divertido tanto num fim de semana - pelo menos não desde que James Hunt bateu as botas. Aí vem a conversa de marketing dizendo que carros como este Golf V5 perua vão mudar o seu estilo de vida para sempre. E adivinha? Mudou mesmo!

Para começar, o meu “fim de semana da emoção máxima” abriu com uma dose de bagunça no jet-ski. Existe algo mais divertido do que se largar em cima de uma “moto” sem rodas e sair rasgando um reservatório sem limite de velocidade?

Brinquedos, aventuras e um porta-malas de 1,470 litros

Depois, fui atrás de mais tralhas no porta-malas generoso de 1,470 litros do Golf. Que tal um luge de rua? Colar uma bandeja de chá na barriga, pôr rodízios e me atirar por uma estrada cheia de curvas? Ihuuu! Vamos virar “carne de estrada”!

Aí chegou a hora de soltar minha mountain bike de suspensão total das barras de teto que vêm de série, para encarar uma prova em terreno ruim com meus amigos linha-dura. Sai da frente, bicharada! E isso é só o sábado resolvido.

Em seguida, escalada em rocha no freestyle. Sapatilhas grudentas, nada de corda e um saquinho de pó para secar os dedos: só isso para eu me arrastar até o topo de uma parede de pedra perigosa. Descer é coisa de covarde… então vamos de salto BASE… ploft.

A realidade por trás do “lifestyle” e do hype

Atividades de “lifestyle”, né? Que papo furado. Tão furado quanto a empolgação fabricada para nos convencer de que peruas pequenas e sensatas como esta são tão estilosas e descoladas que merecem a capa da revista The Face. Claro que não são o tipo de carro guiado por chefes de escoteiro socialmente esquisitos e por gente que faz trilha de domingo. Imagina.

Vamos encarar: um Golf com aquele pedaço extra de perua perde pontos na imagem. Tudo bem, o Golf MkIV que serve de base é um conjunto excelente, com a moral reforçada pelos detalhes internos que lembram Audi e pelo jeitão geral de “talhado em granito”. Só que, no nosso carro, o painel rangia como dentadura de vó.

Uma versão alongada e carregadora do Golf não só parece meio desconfortável: ela, para usar a frase do Quentin sobre minivans, “smacks of suburban surrender”. Pelo lado bom, o motor V5 deste Golf é valente e liso, e ajuda a fazer dele um carro excepcionalmente refinado para viajar. Só que não há nada de extremo nos seus 150bhp - e, com ABS e quatro airbags de série, com certeza não tem nada de perigoso nisso.

Mas se eu tivesse quase £20k para gastar, eu apontaria esse dinheiro para um Lexus IS200. Ou para um Renault Scenic, caso a prioridade fosse levar gente e tralha.

Só que, do jeito que eu lembro, meu fim de semana acabou sendo ir a um centro de jardinagem onde, justiça seja feita, o porta-malas grande deu conta de quatro sacos pesados de esterco levemente fedido. Foi mais ou menos aí que parou a “mudança de estilo de vida” que a experiência com o Golf perua entregou.

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