Deixar o cachorro lamber o rosto costuma ser interpretado como um sinal de afeto, porém especialistas lembram que a saliva dos animais pode transportar microrganismos capazes de provocar problemas de saúde.
Por que deixar o cachorro lamber o rosto pode representar um risco?
Embora seja um hábito frequente entre tutores e seus pets, a saliva dos cães pode reunir bactérias, parasitas e outros agentes relacionados a zoonoses, que são doenças passíveis de transmissão entre animais e pessoas.
Segundo médicos, a chance de complicações cresce quando a lambida acontece perto dos olhos, da boca ou sobre feridas abertas - áreas em que os microrganismos tendem a penetrar com mais facilidade no organismo.
Quais bactérias podem estar presentes na saliva dos cães?
A cavidade oral dos cachorros concentra milhares de microrganismos. Em cães saudáveis, muitos deles não geram efeitos relevantes, mas em determinadas pessoas podem desencadear infecções.
Entre os agentes mais associados a quadros complicados está a bactéria Capnocytophaga canimorsus, que, embora raramente, pode levar a infecções graves, sobretudo em indivíduos mais vulneráveis.
O beijo do cachorro pode transmitir doenças?
Mesmo quando parece saudável, um cão pode abrigar bactérias sem apresentar sintomas. Por isso, não observar sinais de doença no animal não elimina completamente o risco.
Além da própria saliva, o contato com a boca do pet pode envolver restos de comida, sujeira e microrganismos adquiridos em passeios ou durante brincadeiras.
Quem deve evitar ainda mais o contato da saliva do cachorro?
Apesar de, na maioria das vezes, esse tipo de contato não resultar em doença, alguns grupos precisam ser mais cautelosos ao permitir lambidas no rosto.
Especialistas ressaltam que pessoas com sistema imunológico comprometido têm maior probabilidade de desenvolver complicações após a exposição. Entre os grupos que devem redobrar a atenção estão:
- Idosos com maior fragilidade imunológica;
- Pessoas em tratamento que reduz a defesa do organismo;
- Crianças pequenas, especialmente quando levam as mãos ao rosto;
- Pessoas com ferimentos abertos ou problemas de pele.
Como demonstrar carinho pelo cachorro sem colocar a saúde em risco?
Veterinários explicam que não é preciso evitar a convivência com os animais, já que ela traz ganhos emocionais e sociais para muitas pessoas.
A orientação, em geral, é adotar medidas básicas: manter a vacinação em dia, fazer acompanhamento veterinário e não permitir lambidas diretamente no rosto.
Quais cuidados ajudam a reduzir o risco de infecções?
Ajustes simples no dia a dia podem reduzir a exposição a bactérias e ajudar a preservar uma relação saudável entre tutores e animais.
Entre as recomendações mais comuns, estão:
- Lavar as mãos depois de brincar com o pet;
- Evitar que a saliva encoste em olhos, boca e feridas;
- Manter consultas veterinárias regulares;
- Garantir higiene adequada do animal e do ambiente.
O afeto entre pessoas e cães segue sendo importante, mas especialistas reforçam que alguns hábitos devem ser equilibrados para evitar riscos desnecessários.
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