Maria Lo, campeã do MasterChef, voltou a esquentar uma conversa deliciosa sobre a culinária espanhola ao dizer que a empanada galega não deveria levar atum, e sim 14 sardinhas e 400g de farinha macia. Na visão dela, a receita pede massa bem fina, recheio úmido e saboroso, sofrito caprichado e um peixe profundamente ligado à tradição da Galícia.
Por que Maria Lo troca o atum pelas sardinhas?
Maria Lo defende que a sardinha é o ingrediente que mais combina com a empanada galega feita do jeito tradicional. O peixe entrega um sabor mais intenso, tem textura firme e consegue “aparecer” no recheio, atravessando a massa sem sumir.
Essa opção também conversa com a cozinha costeira galega, em que peixes e frutos do mar, pimentão, cebola e azeite entram em preparos simples, mas cheios de personalidade. A sardinha reforça esse lado mais rústico, distante da versão popularizada com atum.
Quais ingredientes formam essa empanada galega?
A empanada galega de Maria Lo se constrói sobre dois pilares: um recheio bem refogado e uma massa com pouca elasticidade. As sardinhas entram depois que o sofrito está pronto, para cozinhar rapidamente e preservar o sabor.
- 14 sardinhas médias, limpas em filés ou bem escorridas, se forem de lata;
- duas cebolas doces grandes cortadas em tiras finas;
- um pimentão vermelho, páprica, louro, sal e azeite;
- 400g de farinha macia, 120g de azeite do sofrito, leite integral e sal.
Por que a farinha macia muda a textura da massa?
Por ter menos força, a farinha macia gera uma massa menos elástica. Na prática, isso facilita chegar a uma base mais fina, macia e levemente quebradiça na mordida, evitando aquele efeito borrachudo que pode surgir com farinhas mais “fortes”.
Na receita de Maria Lo, os 400g de farinha macia recebem parte do azeite usado no sofrito. Esse detalhe transfere sabor para a massa e aproxima a parte externa do recheio, em vez de deixar a empanada com aquela sensação de “pão de um lado e peixe do outro”.
Como montar o recheio sem deixar a massa pesada?
O ponto do recheio precisa ser úmido, mas sem excesso de líquido. Cebola e pimentão devem cozinhar lentamente no azeite até amaciarem, sem queimar, porque essa base aromática é o que sustenta o sabor das sardinhas.
- refogue a cebola e o pimentão em fogo baixo até murcharem bastante;
- acrescente a páprica fora do fogo alto, para não amargar;
- coloque os filés de sardinha por poucos minutos, só o suficiente para firmarem;
- aguarde o recheio ficar morno antes de fechar a empanada.
O que faz essa versão ser tão ligada à tradição galega?
A empanada galega surgiu como comida prática: pensada para transportar, compartilhar e conservar melhor o recheio dentro de uma massa fechada. Com sardinhas, azeite, cebola e pimentão, a leitura de Maria Lo se aproxima de uma cozinha litorânea, econômica e direta no paladar.
O resultado depende menos de “luxo” e mais de execução: massa fina, recheio bem distribuído e forno bem quente até dourar. Ao trocar o atum pelas sardinhas e usar farinha macia para deixar a mordida mais delicada, a receita ganha uma identidade mais próxima das antigas mesas galegas.
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