A instalação de ar-condicionado influencia diretamente tanto o desempenho do aparelho quanto o valor da conta de luz no fim do mês. Mesmo modelos novos e econômicos podem entregar menos do que prometem quando a instalação é mal executada, resultando em barulhos, resfriamento ineficiente, aumento do consumo de energia e até encurtamento da vida útil de peças e componentes.
Quais são os erros mais comuns na instalação de ar-condicionado?
Muitos dos problemas aparecem antes mesmo da instalação, ainda na compra, quando a capacidade do equipamento é escolhida de forma errada. Um ar-condicionado subdimensionado fica operando no limite, leva mais tempo para atingir a temperatura desejada e tende a consumir mais energia; por outro lado, um aparelho superdimensionado liga e desliga com frequência, causa desconforto térmico, acelera o desgaste e também desperdiça energia.
Outro erro bastante repetido está no posicionamento da unidade interna e da unidade externa. A evaporadora, em alguns casos, acaba fixada em uma parede com sol direto ou em locais “bloqueados” por cortinas e móveis altos. Já a condensadora pode ser colocada em nichos com pouca ventilação ou próxima a fontes de calor, o que força o sistema a trabalhar mais, aumenta o ruído e eleva o risco de falhas precoces.
Veja um vídeo do canal do Youtube Engehall Cursos sobre as falhas de instalação mais comuns que fazem o ar-condicionado gastar mais energia ou até apresentar vazamento de água:
https://www.youtube.com/watch?v=y3n9E94oI1M
Como a tubulação e a drenagem podem prejudicar o consumo?
Erros na tubulação de cobre e na drenagem aparecem com frequência e afetam diretamente o rendimento do equipamento. Quando se usa diâmetro inadequado, se cria um trajeto com curvas demais, se ultrapassa a distância recomendada ou se aplica isolamento insuficiente, a eficiência do ciclo de refrigeração cai - e o consumo mensal sobe, muitas vezes sem o usuário perceber de imediato.
No caso da drenagem, a ausência de declive correto e o uso de mangueiras mal posicionadas favorecem o retorno de água, provocando gotejamento, mofo e mau cheiro. Em diversas situações, consertar depois exige quebrar paredes, refazer passagens e até reparar revestimentos, o que torna o custo total bem mais alto do que seria com um planejamento adequado desde o começo.
Como identificar falhas antes de contratar a instalação?
Dá para reduzir surpresas ainda na etapa de orçamento, observando como o profissional conduz o atendimento. Se não existe visita técnica, medição do ambiente ou perguntas sobre quantidade de pessoas, eletrônicos em uso e incidência de sol, aumentam bastante as chances de dimensionamento incorreto e de definição ruim para a rota da tubulação.
Para o consumidor, algumas perguntas objetivas funcionam como um checklist rápido para avaliar a seriedade do instalador e evitar problemas depois:
- Como será feito o cálculo de capacidade do ar-condicionado para o ambiente?
- Qual será a rota da tubulação e se ela segue as distâncias e os diâmetros recomendados pelo fabricante.
- Onde ficarão unidade interna e externa e se haverá ventilação adequada e acesso para manutenção.
- Como será feita a drenagem e se o instalador assegura declive suficiente para impedir retorno de água.
- Quais materiais serão utilizados, incluindo tubos de cobre, isolamento, cabos elétricos e disjuntores corretos.
Quais boas práticas garantem uma instalação segura e eficiente?
Algumas medidas simples diminuem muito a chance de erros: dar preferência a técnicos capacitados, que já tenham familiaridade com a marca escolhida, e exigir um orçamento por escrito, detalhando o que será feito e deixando claras as responsabilidades em casos como vazamento de gás, falhas de drenagem ou necessidade de retorno para ajustes.
Também vale avaliar o ambiente com atenção, levando em conta sol, janelas, cortinas e fontes de calor, além de pedir orientações sobre uso correto e limpeza periódica de filtros e serpentinas. Manter guardados a nota fiscal e o termo de garantia facilita acionar a assistência se algum problema relacionado à instalação só aparecer após um tempo de uso.
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