Aposentadoria antecipada do Boeing 757 na Icelandair
A Icelandair informou que vai retirar de serviço seus últimos Boeing 757 mais cedo do que o planejado: a desativação total ficou para o inverno de 2026-2027, quase um ano antes do cronograma original, em resposta à alta nos gastos com combustível e manutenção.
Transição para Boeing 737 MAX e Airbus A321 LR
A mudança integra a estratégia de renovação de frota da companhia, que passa a concentrar as operações em aeronaves Boeing 737 MAX e Airbus A321 LR, enquanto projeta introduzir o A321 XLR no fim da década.
Boeing 757 e o hub transatlântico via Keflavik
Durante mais de três décadas, o Boeing 757 sustentou o modelo de hub transatlântico da Icelandair via Keflavik. Ao todo, a empresa operou 36 unidades, somando as versões 757-200 e 757-300.
Com esse avião, a Icelandair conseguiu ligar cidades secundárias da Europa e da América do Norte com conexões rápidas e custos sob controle. Números recentes mostram que Denver segue como o principal destino do 757 para a companhia, com Oslo, Londres Heathrow e Copenhague aparecendo na sequência.
Pressão de custos e ajuste de capacidade
Apesar do histórico operacional, a escalada contínua de custos - com destaque para combustível, salários e variação cambial - vem levando a empresa a rever a oferta. Como parte desse cenário, a Icelandair pretende reduzir sua capacidade em cerca de 5% no outono de 2026.
Frota atual e próximos modelos (A321 XLR)
Hoje, a frota da Icelandair já conta com 17 Boeing 737 MAX 8 e 4 MAX 9, que cobrem uma parcela relevante da malha de médio e longo alcance. Em paralelo, o Airbus A321 LR vem sendo incorporado para, aos poucos, assumir as rotas mais longas que antes dependiam do 757.
A companhia também fechou um acordo para comprar 13 unidades do A321 XLR, com opção para mais 12, e entregas programadas a partir de 2029. Segundo o CEO Bogi Nils Bogason, esses modelos devem se tornar os sucessores do 757, com ganhos em eficiência e economia.
Redução do Boeing 767 até o final de 2026
Além da saída do 757, a Icelandair está encolhendo a operação com Boeing 767 e planeia encerrar esses voos até o final de 2026. A meta, com isso, é consolidar uma frota mais padronizada e de menor custo, baseada em aeronaves de corredor único e longo alcance, capazes de atender quase toda a malha transatlântica tradicional da empresa.
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