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Audi Q7 2026: novo design, três telas e V6 Diesel

Audi Q7 cinza estacionado em showroom moderno com teto preto e rodas esportivas.

Há 21 anos no topo da linha de SUVs da marca alemã, o Audi Q7 se prepara para passar o bastão de modelo-chefe ao futuro Q9. Ainda assim, isso não impediu a fabricante de Ingolstadt de atualizar aquele que, por enquanto, segue como o maior SUV da Audi.

Como já indicavam as fotos-espia, o estilo não ficou restrito a uma simples evolução do modelo anterior. Por fora, a pista mais clara de que se trata de uma nova geração do Q7 (a terceira desde 2005) está na posição mais alta dos tradicionais quatro anéis da Audi.

Somam-se a isso os faróis dianteiros de LED digital, agora mais estreitos do que antes, e a grade frontal marcante, acompanhada por novas entradas de ar - conjunto que aproxima o SUV da linguagem visual mais recente da Audi.

Na vista lateral, os arcos de roda bem musculosos e a coluna traseira mais vertical aparecem como as mudanças mais evidentes. Já atrás, o Q7 estreia lanternas OLED interligadas por uma faixa iluminada que atravessa toda a largura do carro.

Falando em luz, a iluminação é um dos grandes trunfos do novo Q7. O SUV passa a oferecer um dos sistemas mais avançados do mercado, unindo recursos de assistência ao motorista à capacidade de “conversar” com quem está fora do veículo.

Em conjunto com os assistentes de condução, o Q7 consegue avisar outros motoristas e pedestres sobre manobras ou riscos na via. Esses alertas podem ser exibidos pelas próprias luzes do veículo e, em algumas situações, também por projeções no asfalto.

Na prática, isso permite, por exemplo, mostrar alertas de gelo na pista no head-up display, aumentar a visibilidade de pedestres em trechos pouco iluminados sem ofuscá-los e, à noite, projetar sinais luminosos no chão - seja a indicação das setas, seja mensagens para chamar a atenção de outros condutores.

Outra novidade do Q7 é o sistema de portas automáticas, pensado para facilitar tanto o acesso quanto a saída do SUV. Para ampliar a conveniência, o modelo também passa a oferecer a função de fechamento suave, que finaliza automaticamente o fechamento caso a porta não seja encostada por completo pelo usuário.

Para isso, o conjunto depende de uma rede de sensores distribuída pelo carro, que acompanha em tempo real o que acontece ao redor do Audi e interrompe o movimento assim que identifica qualquer obstáculo.

Agora com três telas

No interior, em sintonia com o momento atual, o novo Q7 amplia a digitalização ao adotar uma terceira tela, dedicada ao passageiro da frente. Ela se soma à tela do painel de instrumentos e à tela central do sistema multimídia.

Em conectividade, não faltam opções: há portas USB-C espalhadas pelas diferentes fileiras, com potência de 60 watts na segunda fila e de 100 watts na terceira, além de bases de carregamento sem fio para celulares.

O conforto também avança. Os bancos dianteiros podem trazer aquecimento, ventilação e massagem. Já os apoios de cabeça podem incorporar alto-falantes voltados a chamadas, navegação e efeitos sonoros surround. Como opcional, ainda é possível adicionar atuadores de vibração sincronizados com a música, com ajuste feito pelo próprio usuário.

Outro ponto de destaque é o teto panorâmico de grandes proporções. Por usar uma estrutura mais fina do que a aplicada em outros Audi, ele ajuda a liberar mais espaço para a cabeça, tanto na frente quanto atrás.

Com o Q7 parado, o teto pode ficar opaco, aumentando a privacidade. Para completar, o vidro laminado desse teto panorâmico reflete luz infravermelha e, segundo os engenheiros alemães, barra 99,5% dos raios UV, dispensando uma cortina convencional.

Interior (ainda) mais versátil

Além de tecnologia, o novo Q7 também aposta em praticidade, oferecendo três arranjos de bancos: cinco lugares de série ou, como opcional, seis (2+2+2) e sete lugares (2+3+2).

Todas as versões trazem ajuste elétrico parcial dos bancos como item de série e, nas configurações de cinco e sete lugares, dá para instalar três cadeirinhas infantis na segunda ou na terceira fileira. Os encostos rebatem em divisão 65/35.

A segunda fila pode ser comandada pela tela central ou por botões físicos posicionados nas colunas traseiras e no porta-malas. Ainda sobre o porta-malas, o volume varia entre 581 e 670 litros (nas versões de cinco e sete lugares, respectivamente) e pode chegar a 2075 litros com os bancos rebatidos.

Para facilitar o uso no dia a dia, o compartimento também traz trilhos laterais de alumínio para fixação da carga e pontos de ancoragem ajustáveis.

Diesel resiste

Por enquanto, o novo Q7 é oferecido apenas com motor Diesel. Trata-se de um V6 de 3,0 litros em dois níveis de potência: 180 kW (245 cv) e 500 Nm ou 220 kW (299 cv) e 630 Nm.

Com sistema mild-hybrid e compressor elétrico, o conjunto do novo Q7 se apoia em três elementos principais: o alternador de partida acionado por correia, o gerador do trem de força e a bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP).

Na prática, a parte elétrica adiciona 18 kW (24 cv) de assistência, com foco em reduzir consumo e deixar as respostas ao acelerador mais rápidas. Também permite rodar totalmente no modo elétrico por pequenas distâncias, algo especialmente útil em manobras, estacionamento ou no uso urbano.

Já o compressor elétrico, com pressão de sobrealimentação de 3,4 bar, trabalha de forma contínua em toda a faixa de giros, garantindo entrega de potência mais imediata e linear.

Mas o destaque do novo Audi Q7 não fica só nas motorizações. Os engenheiros alemães também dedicaram atenção ao acerto de chassi. Assim, o SUV pode ser configurado com três tipos de suspensão, ficando a decisão nas mãos do comprador.

De série, o Q7 vem com suspensão de molas de aço. Como opção, a Audi oferece suspensão pneumática adaptativa ou a versão pneumática adaptativa Sport, com amortecimento controlado eletronicamente e diferença de três centímetros na altura em relação ao solo.

Quando chega?

Por enquanto, a Audi não informou se a gama do Q7 receberá outras motorizações. Vale lembrar que a geração anterior tinha uma oferta bem ampla, com versões Diesel, híbridas plug-in e a gasolina - incluindo o SQ7, cujo sucessor também ainda não foi confirmado.

O que já está definido é que o novo Q7 será fabricado em Bratislava, na Eslováquia, como ocorreu com as duas gerações anteriores, e que chega ao mercado alemão em junho de 2026, quando a fase de pedidos será aberta.

As primeiras entregas na Alemanha são esperadas para setembro. Por lá, os preços partem de 87 900 euros para a versão de 245 cv, enquanto a opção mais forte, com 299 cv, começará em 90 500 euros.

Para Portugal, a chegada está prevista para o outono de 2026, mas a marca ainda não divulgou os preços para o mercado local.

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