Situação atual da frota de caças da Força Aérea do México (FAM)
A Força Aérea do México (FAM) deve iniciar em breve o processo de substituição da sua antiga e reduzida frota de caças Northrop F-5E/F Tiger II - modelo que, atualmente, também é utilizado pelo Brasil.
Hoje, a FAM conta com apenas cinco aeronaves operacionais desse tipo, o que evidencia uma defasagem importante na capacidade de defesa aérea. Os caças foram recebidos em 1982 e, desde então, não passaram por qualquer atualização.
Licitação e cronograma anunciado no Show Aéreo de Tulum
Durante o Show Aéreo de Tulum, o Comandante da Aeronáutica, General Román Carmona Landa, informou que será aberta uma licitação para substituir o F-5. A previsão é que o processo seja concluído com as aeronaves já entregues em 2028 - um prazo considerado bastante curto para o setor.
Aeronaves pré-selecionadas para substituir o Northrop F-5E/F Tiger II
Entre os modelos já pré-selecionados para o certame estão o americano Lockheed Martin F-16V Viper Block 70, o sueco SAAB JAS-39E/F Gripen NG, o KAI FA-50 Golden Eagle da Coreia do Sul e o italiano Leonardo M-346.
Dentro dessa lista, os dois últimos são caças leves e de menor custo. O modelo italiano, inclusive, é o único entre os candidatos que não é supersónico, enquanto os dois primeiros são aeronaves mais avançadas e com maiores capacidades.
Orçamento, disponibilidade e o cenário mais provável
Considerando o prazo estabelecido para finalizar a aquisição e a realidade orçamental da FAM, há elevada probabilidade de o México optar pelo F-16 nas versões Block 40 ou 50, em unidades usadas e provenientes diretamente dos estoques americanos. Essa alternativa é a única que permitiria a chegada do caça em 2028 e, além disso, viabiliza financiamento facilitado por meio do programa de vendas militares externas (FMS) do Pentágono.
Esse mesmo fator também teve peso na decisão da FAM ao escolher o C-130J Hércules, deixando de lado o KC-390 da Embraer e o A400M da Airbus, que são mais capazes, porém mais caros e com prazos de entrega mais tardios.
No caso do Gripen, com os pedidos atuais do Brasil e da Colômbia, a SAAB não consegue entregar um caça em 2028 nem mesmo se um contrato for assinado hoje. Situação semelhante ocorre com os novos F-16V, cujas entregas ainda estão pendentes para a Grécia, Eslováquia, Jordânia, Marrocos, Peru, Polónia, Taiwan e Turquia.
Já a KAI tem um volume considerável de aeronaves por entregar à Malásia e à Polónia. No caso dos italianos, a fila é um pouco menor, com algumas dezenas de jatos ainda por serem entregues à Áustria e à Nigéria na linha de produção.
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