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Como parte das iniciativas para reforçar a presença naval sob o Comando Norte dos EUA (USNORTHCOM), a Marinha dos Estados Unidos determinou o deslocamento do navio de combate litorâneo USS Wichita (LCS 13), da variante Freedom, para substituir o USS St. Louis (LCS 19). A embarcação deixou ontem a Naval Station Mayport, na Flórida, seguindo para o sul a fim de apoiar operações marítimas na fronteira.
Rodízio do USS Wichita (LCS 13) na fronteira sul do USNORTHCOM
A saída do USS Wichita integra as rotações regulares realizadas por meios da Marinha dos EUA no âmbito da defesa nacional. Nessas missões, há militares da Guarda Costeira a bordo para executar tarefas de interdição marítima, com foco em impedir o tráfico de drogas e outras actividades ilícitas. No caso do LCS 13, ele passou a cumprir as funções do navio de combate litorâneo USS St. Louis, que vinha actuando em apoio às operações do USNORTHCOM ao longo da fronteira sul.
Assim como o USS St. Louis, o porto-base do USS Wichita é a Naval Station Mayport, e a unidade também integra o Littoral Combat Ship Squadron (LCSRON) 2. “O USS Wichita está pronto para aliviar o St. Louis como a ponta de lança da missão de defesa nacional do Comando Norte (NORTHCOM)”, afirmou o Comandante Travis Snover, comandante do Wichita.
Capacidades da classe Littoral Combat Ship (LCS)
A classe Littoral Combat Ship (LCS) foi projectada para actuar em ambientes litorâneos, combinando elevada manobrabilidade com a capacidade de enfrentar ameaças contemporâneas. Esses navios podem operar de forma independente ou integrados a uma força de combate em rede, em conjunto com unidades maiores, como cruzadores e destroyers.
Presença naval ampliada no Hemisfério Ocidental e coordenação interagências
A chegada do USS Wichita ocorre num cenário de aumento da presença naval dos EUA no Hemisfério Ocidental. Sob o Comando Sul (USSOUTHCOM), o porta-aviões de propulsão nuclear USS Gerald R. Ford (CVN-78) e o seu grupo de ataque estão em operação nas águas do Caribe. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, “a presença reforçada das forças dos EUA na área de responsabilidade do USSOUTHCOM fortalecerá a capacidade dos Estados Unidos de detectar, monitorar e interromper actores e actividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território nacional.”
Vale destacar que o comando actua em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security) para ampliar as capacidades do escritório da Customs and Border Protection (CBP) ao longo da fronteira sul, por meio de apoio militar adicional. Conforme apontado em declarações oficiais, as operações reflectem a prioridade do Departamento de Defesa e da Marinha na protecção nacional, com uma resposta coordenada a ameaças como terrorismo marítimo, proliferação de armas, crime transnacional, pirataria, destruição ambiental e imigração marítima ilegal.
Com este novo deslocamento, a presença do USS Wichita na fronteira sul - em conjunto com outras unidades da Marinha dos EUA no Caribe - passa a compor um esforço coordenado voltado a fortalecer a vigilância marítima, as operações de interdição e a cooperação regional, em linha com os objectivos de Washington para a segurança no Hemisfério Ocidental.
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