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Apresentação da bateria antinavio BrahMos pelo Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas
No fim da semana passada, o Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas exibiu pela primeira vez sua nova bateria de mísseis antinavio BrahMos, de fabricação indiana, assinalando um avanço relevante na modernização da defesa costeira com sistemas de longo alcance e alta precisão. A apresentação ocorreu durante as comemorações do 75º aniversário da instituição, ocasião em que foi gravado um vídeo destacando os trabalhos realizados com esse objetivo e as ambições para o futuro, em um momento em que Manila observa com preocupação o aumento da atividade naval chinesa na região do Indo-Pacífico.
Desdobramento em Luzon e cobertura do sistema BrahMos
De acordo com o que o próprio Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas informou, a primeira das novas baterias BrahMos será posicionada na porção ocidental da ilha de Luzon - um ponto estratégico para o trânsito naval no Indo-Pacífico que, a partir de agora, passará a estar coberto pelo sistema, cujo alcance é estimado em cerca de 290 quilômetros. Pelo que se sabe até o momento, a operação ficará a cargo de unidades do Batalhão de Mísseis Antinavio, vinculado ao Regimento de Defesa Costeira.
Compra com a Índia e composição de cada bateria
Nesse contexto, vale lembrar que, em 2022, as Filipinas avançaram na aquisição de três baterias de defesa costeira para reforçar suas capacidades, em um acordo fechado com a Índia no valor aproximado de 375 milhões de dólares. Foi, também, a primeira vez que Nova Délhi conseguiu concluir uma venda internacional do sistema em questão.
Cada uma das baterias compradas contará com dois lançadores móveis, um veículo de recarga (com até quatro mísseis adicionais), um veículo de comando e controle e, por fim, uma viatura equipada com radares, responsáveis por facilitar a detecção de alvos navais dentro do alcance do míssil.
Por outro lado, informações indicam que, visando os futuros desdobramentos das baterias restantes, os fuzileiros filipinos trabalham para estabelecer uma base em Ilocos Norte. Trata-se de um local-chave no nordeste do país, que permitiria ampliar a cobertura sobre o Estreito de Luzon. Segundo o ex-secretário de Defesa das Filipinas, Delfin Lorenzana, o desdobramento do BrahMos “proporcionará um efeito dissuasório contra qualquer tentativa de minar nossa soberania e nossos direitos soberanos.”
Também é útil ter em mente, como já mencionado, que o país considera em especial a ameaça representada pela China e suas reivindicações mais recentes sobre o Banco de Scarborough, disputado por Manila e Pequim.
Outros projetos e o Plano Estratégico 2040
Por fim, cabe destacar que a compra e a incorporação de novos mísseis antinavio não são o único esforço em andamento nas Filipinas para fortalecer as capacidades de defesa com mísseis. Nesse sentido, Manila pretende incorporar um número expressivo de baterias de sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, além de lotes de munições para emprego com esses meios - iniciativas que, somadas a projetos adicionais de aquisição de baterias costeiras, totalizam um investimento acima de 7 bilhões de dólares.
Além disso, o país planeja compras de grande porte de sensores de vigilância costeira, assim como de plataformas normalmente empregadas em tarefas ligadas à logística de forças expedicionárias; tudo isso integrado ao Plano Estratégico 2040 do Corpo de Fuzileiros Navais.
Créditos da imagem: Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas – RTVM
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