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Japão e Reino Unido realizam lançamentos de paraquedistas no exercício Vigilant Isles em Hokkaido

Dois soldados em roupas camufladas apertam as mãos após salto de paraquedas em campo aberto com montanhas ao fundo.
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O Ministério da Defesa do Japão informou, em uma nota curta divulgada nas redes sociais, que suas Forças Armadas vêm atuando em conjunto com as do Reino Unido para executar lançamentos de paraquedistas como parte do exercício bilateral Vigilant Isles. As atividades de instrução ocorrem na área de treinamento da ilha de Hokkaido desde 5 de novembro, com o objetivo central de ampliar os vínculos de defesa entre os dois países e elevar a interoperabilidade entre suas tropas.

Exercício Vigilant Isles em Hokkaido

De acordo com a pasta de defesa japonesa, o treinamento em curso busca não apenas praticar técnicas de assalto aerotransportado, mas também consolidar rotinas conjuntas e padrões operacionais compatíveis entre unidades dos dois lados. A escolha de Hokkaido como área de treino integra o esforço de preparar as forças para atuar de forma coordenada no contexto do Indo-Pacífico.

Unidades envolvidas e caráter inédito do treinamento de paraquedistas

Ao detalhar o exercício, o Ministério da Defesa do Japão ressaltou que esta é a primeira participação da Brigada de Desdobramento Rápido Anfíbio ao lado da 5ª Brigada do Exército do Norte. Também se trata da primeira vez que é realizado, em território japonês, um adestramento de paraquedistas com o Exército Britânico.

Do lado do Reino Unido, destaca-se o envio da 16ª Brigada de Assalto Aéreo, formação especializada justamente em missões desse perfil, o que reforça a ênfase do Vigilant Isles em operações aerotransportadas.

Ao comentar o significado desse tipo de exercício - para além do treino em si - o Ministério da Defesa japonês afirmou: “Além da cooperação com as nações aliadas, a Força Terrestre de Autodefesa do Japão (JGSDF) fortalecerá ainda mais os laços com os países europeus que compartilham valores fundamentais, incluindo o Reino Unido, e contribuirá para a realização de um Indo-Pacífico livre e aberto.

Contexto: cooperação do Japão com aliados europeus e norte-americanos

Como antecedente, vale lembrar que paraquedistas da Força Terrestre de Autodefesa do Japão já haviam treinado com parceiros europeus no exercício multinacional Mangusta 25, organizado pelo Exército Italiano.

Em outros domínios operacionais e dentro das parcerias com nações ocidentais, unidades japonesas também vêm conduzindo treinamento com tropas do Exército dos EUA em táticas de combate contra drones na Área de Treinamento de Yakima. Além disso, no fim de outubro foram concluídos exercícios de tiro com sistemas de artilharia HIMARS nas proximidades do Monte Fuji, com a participação de unidades do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA - sinalizando o aprofundamento dos vínculos entre Tóquio e seus principais aliados.

Ainda neste ano, a Força Aérea de Autodefesa do Japão também contribuiu para a aproximação com países ocidentais por meio do desdobramento Atlantic Eagles, que envolveu quatro caças F-15J, duas aeronaves de apoio Kawasaki C-2 e aviões de reabastecimento KC-46 e KC-767. Entre os diversos destinos visitados, as aeronaves japonesas passaram pela base RAF Coningsby para trocar procedimentos e estreitar a cooperação com seus pares britânicos. Trabalho semelhante foi realizado na Alemanha, no Canadá e nos EUA, culminando na primeira missão desse tipo desde a fundação da instituição.

Créditos das imagens: Ministério da Defesa do Japão

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