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Suécia lidera o exercício Merlin 25 da OTAN no Mar Báltico

Marinheiro aponta helicóptero voando sobre o mar visto do interior de um navio militar com equipamentos de navegação.

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Suécia na OTAN: liderança no exercício Merlin 25 no Mar Báltico

Em mais um sinal do compromisso assumido desde sua entrada recente na OTAN, a Suécia está à frente de uma força aliada de grande porte no exercício Merlin 25. A atividade tem como foco fortalecer a capacidade europeia de conduzir operações de guerra antissubmarina no Mar Báltico.

Segundo a própria Aliança Atlântica, por meio de seus canais oficiais, trata-se de um exercício de grande escala que reúne militares, submarinos, navios e aeronaves de nove países. As ações começaram em 10 de novembro e seguem até o dia 14 do mesmo mês.

Declarações oficiais sobre a guerra antissubmarina

Entre as manifestações divulgadas, o contra-almirante Bret Grabbe, comandante das forças submarinas da OTAN, afirmou: “A Suécia desempenha um papel fundamental na segurança marítima do mar Báltico. Os países bálticos aportam a la OTAN uma impressionante capacidade antisubmarina, assim como um liderazgo experimentado e uma grande capacidade marítima. Agradecemos a la Armada sueca sua participação no exercício Merlin, assim como a todas as armadas da OTAN que participam e compartilham sua experiência regional em guerra antisubmarina.”

Meios empregados e coordenação entre forças

Em termos de composição, o Merlin 25 inclui submarinos das marinhas da Alemanha e da Suécia, além de navios de superfície e helicópteros de França, Alemanha, Países Baixos e Suécia. Também participam aeronaves de patrulha e vigilância marítima dos Estados Unidos.

Com centenas de militares reunidos sob a coordenação de Estocolmo e do Comando Marítimo Aliado (MARCOM) da OTAN, o exercício pretende avançar em relação aos resultados da edição anterior e consolidar a interoperabilidade entre as diferentes forças, com foco nas exigências da guerra antissubmarina moderna.

Ainda destacando a condução sueca do exercício, apesar de sua adesão recente à Aliança, o contra-almirante Johan Norlén, da Marinha Sueca, declarou: “Como membro mais recente da OTAN, a Marinha sueca se orgulha de acolher mais uma vez o exercício tático Merlin. Ao compartilhar nossos conhecimentos e experiência em guerra submarina nas condições únicas da região do Mar Báltico, reforçamos a segurança e a estabilidade, fortalecemos a OTAN e abordamos os desafios de segurança atuais. Isso também demonstra que a Suécia é um membro da OTAN em quem se pode confiar e que assumirá uma grande responsabilidade dentro da aliança, agora e no futuro.”

Merlin 25 no conjunto de exercícios do MARCOM

Em um quadro mais amplo, vale lembrar que o Merlin 25 integra uma série maior de quase uma dúzia de exercícios coordenados pelo MARCOM para manter a prontidão de combate, tanto na superfície quanto abaixo dela. Entre os destaques desse calendário estão o Dynamic Mongoose, no Atlântico Norte, e o Dynamic Manta, no Mediterrâneo.

Também é relevante observar que esse comando é responsável por coordenar as operações dos diferentes Grupos Marítimos Permanentes da OTAN, por meio dos quais a Aliança busca manter uma presença contínua no mar, com o objetivo de dissuadir potenciais ameaças.

Contexto regional: Finlândia, Imminent Shield 25 e sinalização de dissuasão

Por fim, cabe considerar que, enquanto a Suécia lidera o Merlin 25, a vizinha Finlândia acaba de concluir exercícios aéreos que envolveram seus caças F/A-18 e bombardeiros estratégicos B-52H dos Estados Unidos, recentemente deslocados para a Espanha. O país se prepara para liderar o Imminent Shield 25, previsto para o fim do mês.

Nesse contexto, analistas ocidentais apontam que a OTAN busca transmitir uma mensagem clara sobre suas capacidades de dissuasão no flanco oriental da Europa e nas regiões próximas ao Ártico, cuja importância estratégica cresce de forma acelerada, indicando a Rússia como principal ameaça.

Imagem de capa: MARCOM

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