Novas imagens de satélite do Tipo 076 “Sichuan (51)”
Imagens de satélite divulgadas nos últimos dias apontam que o navio de assalto anfíbio Tipo 076 “Sichuan (51)”, da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, segue avançando nos preparativos para os testes no mar. Registros feitos em 10 de novembro mostram, pela primeira vez, o convés de voo com a pintura completa - um indicativo frequente de que as primeiras saídas para avaliações no mar podem estar próximas.
A marcação recém-aplicada no convés acompanha o padrão visto anteriormente em uma instalação de testes em terra, criada para simular procedimentos com aeronaves e sistemas não tripulados. Naquelas imagens, quando o navio ainda passava por pintura, já era possível notar a sobreposição de formas circulares e triangulares, antecipando a configuração final agora observada. A semelhança entre as duas superfícies reforça o papel pretendido do Tipo 076 como uma plataforma central para operar veículos aéreos não tripulados, como o GJ-21, além de helicópteros.
Catapulta eletromagnética e marcos do programa
A evolução do projeto se apoia em etapas cumpridas nos meses anteriores. Em outubro, levantamentos de inteligência de código aberto (OSINT) indicaram que o “Sichuan” teria finalizado os ensaios iniciais do seu sistema de catapulta eletromagnética. Trata-se de um recurso de última geração e o principal diferencial do Tipo 076 em relação aos seus antecessores entre os navios de assalto anfíbio.
Antes disso, a Marinha Chinesa confirmou que o primeiro casco foi lançado em 27 de dezembro de 2024, no estaleiro Hudong-Zhonghua, em Xangai. Na ocasião, o navio recebeu oficialmente o nome “Sichuan” e foi designado com o número de casco “51”.
Dimensões, capacidades e implicações no Indo-Pacífico
Com 260 metros de comprimento e 43 metros de largura, o navio é maior do que os navios da classe America, da Marinha dos EUA, e do que os porta-helicópteros da classe Izumo, do Japão. O desenho prevê um grande convés de voo, amplos hangares internos e capacidade de transportar cerca de 1.000 fuzileiros navais, além de veículos e aeronaves. A adoção de um sistema de detenção derivado da tecnologia do porta-aviões “Fujian” amplia a capacidade de recuperar aeronaves não tripuladas lançadas a partir da plataforma.
O avanço associado à futura entrada em serviço da fragata Type 76 é visto como um sinal do foco da Marinha Chinesa em fortalecer capacidades anfíbias, o controle aéreo e naval e a projeção de poder no Indo-Pacífico. Analistas regionais ressaltam que a combinação de catapultas eletromagnéticas, drones embarcados e meios anfíbios coloca a “Sichuan” como um recurso-chave em possíveis operações de pressão contra Taiwan ou em missões de presença prolongada em áreas disputadas.
Considerando os progressos mais recentes, a tendência é que o próximo passo do programa seja o início dos testes no mar, etapa que deve marcar a transição da Type 76 para a integração operacional na Marinha Chinesa.
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