Depois de anos recorrendo a parcerias para manter acesa a chama dos seus esportivos mais empolgantes, a Toyota dá sinais de que deixou a hesitação para trás. Foram cerca de 15 anos de alianças: primeiro com a Subaru, em 2012, que resultou no GT86; e, mais tarde, com a BMW, em 2019, para colocar o Supra de volta nas ruas. Agora, a marca japonesa parece disposta a assumir esse caminho por conta própria, com todos os riscos envolvidos.
Toyota e as alianças que criaram GT86 e Supra
Segundo Sean Hanley, responsável pelo marketing da Toyota Austrália, a empresa já não depende de terceiros para expandir a família Gazoo Racing (GR).
“Sim, podemos fazer tudo sozinhos. Isto é o que a GR representa. Mas aprendemos muito com as parcerias e não renegamos essas colaborações”, disse ele à publicação Drive. A declaração não é gratuita: o Supra da geração atual está se aproximando do fim, e o futuro do sucessor do BMW Z4 segue indefinido.
Supra continua e já mira 2027
Do lado da Toyota, porém, há um ponto tratado como certo: o nome Supra não vai sair de cena. A marca já teria aprovado o substituto, com lançamento previsto para 2027.
Celica da Gazoo Racing (GR): motor central, 4x4 e cerca de 400 cv
Em paralelo, ganham força os rumores de que o Celica pode voltar - e, desta vez, sob o selo da Gazoo Racing. A divisão esportiva da Toyota estaria trabalhando em um Celica com motor central, tração integral e algo em torno de 400 cv.
Um possível novo rival para o Porsche 718
Se essas especulações se confirmarem, o cenário pode virar um problema para o Porsche 718. Entre idas e vindas na eletrificação e as incertezas sobre o rumo dos motores a combustão, a nova geração do Toyota Celica poderia surgir exatamente como o concorrente que faltava ao esportivo alemão - e que ele não queria enfrentar.
A disputa, aliás, pode ir além do showroom e chegar às pistas. A Gazoo Racing está tratando essa ofensiva de produto com seriedade, inclusive com tecnologias desenvolvidas especificamente para a sua linha de esportivos.
Em meio a dúvidas e ao tradicional “nunca diga nunca”, fica a sensação de que a Toyota finalmente se sente pronta para caminhar sozinha - talvez o GR Yaris tenha sido o teste decisivo. Agora, resta descobrir se este próximo passo será dado com o Supra, com o Celica ou com um esportivo totalmente novo. Uma coisa parece certa: a Toyota já sabe qual direção seguir.
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