Pular para o conteúdo

No Reino Unido, autores publicam um livro vazio para protestar contra laboratórios de IA

Homem lendo livro sentado à mesa com notebook, caderno e caneca em ambiente de escritório.

Um grupo de escritores no Reino Unido lançou um livro propositalmente em branco - composto apenas por uma lista de nomes - como forma de protesto contra laboratórios de inteligência artificial.

Por que os laboratórios de IA precisam de tantos textos

Para colocar seus chatbots de IA em funcionamento, laboratórios de inteligência artificial dependem de volumes enormes de material escrito para treinar os grandes modelos de linguagem. O problema é que, em alguns casos, a origem desses conteúdos virou motivo de controvérsia. Já houve acusações - ou ao menos suspeitas - de que certos laboratórios treinaram seus modelos usando livros pirateados ou sem a autorização dos autores.

O livro vazio “Don’t Steal This Book” e a lista de autores

Como resposta a essas práticas, quase 10.000 autores no Reino Unido publicaram um livro vazio, segundo uma reportagem do The Guardian. A obra se chama Don’t Steal This Book (Não roube este livro) e não traz nenhum texto além dos nomes dos escritores que aderiram à iniciativa. Exemplares estão sendo distribuídos durante a Feira do Livro de Londres.

Um meio de pressão sobre o governo britânico

O tema já está no radar do governo do Reino Unido, e a publicação do livro em branco também serve como instrumento de pressão política. Na contracapa, lê-se: “O governo britânico não deve legalizar o roubo de livros em benefício das empresas de IA”.

Conforme explica o The Guardian, o governo deve apresentar uma avaliação de impacto econômico e também um relatório sobre o andamento das consultas relacionadas a uma reforma das leis. Sobre isso, um representante do governo britânico afirmou ao jornal: “O governo deseja implementar um regime de direitos autorais que valorize e proteja a criatividade humana, que seja confiável e que promova a inovação. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com o setor criativo nessa questão e honraremos nosso compromisso de informar o Parlamento antes de 18 de março.”

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário