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BYD Dolphin: hatch elétrico chega a Portugal com até 427 km de autonomia e preço perto de 30 000 euros

Carro elétrico BYD Dolphin branco e azul exibido em showroom moderno com painel digital e carregador wireless.

A BYD - sigla de "Build Your Dreams" - é uma das marcas chinesas mais novas a desembarcar na Europa, e vem chamando atenção. Depois de revelar o Atto 3 (que nós já testamos), além do Han e do Tang, a empresa apresentou mais dois modelos 100% elétricos: o Dolphin e o Seal.

O Seal - "foca" em português - é um sedã tradicional do segmento D, pensado para encarar carros como o Tesla Model 3.

Já o Dolphin (golfinho) é um hatchback de segmento C que quer disputar espaço com propostas como o Renault Mégane E-Tech Electric e o Volkswagen ID.3.

Apesar dos nomes descontraídos, esses dois lançamentos da BYD são propostas bem sérias e chegam com argumentos suficientes para buscar protagonismo no concorrido (e decisivo) mercado europeu.

Principalmente o Dolphin, que parece ter sido desenhado sob medida para o público europeu: traz visual atual, cabine "cheia" de tecnologia e, ao que tudo indica, deve ter um preço de entrada bastante competitivo, na casa dos 30 000 euros.

Bateria LFP e mais de 400 km de autonomia

Com 4,29 m de comprimento (o Volkswagen ID.3 tem 4,26 m), o BYD Dolphin usa a plataforma e-Platform 3.0 - a mesma do Atto 3 - e adota as baterias Blade de Fosfato de Ferro-Lítio (LFP) da própria BYD, com 60 kWh de capacidade. Ainda assim, já se sabe que haverá uma versão de acesso com bateria menor.

O motor (instalado na dianteira) entrega 150 kW (204 cv) e 290 Nm, números suficientes para ir de 0 a 100 km/h em 7s e alcançar 170 km/h de velocidade máxima.

Em autonomia (na versão com a bateria maior), o número anunciado é de 427 km (ciclo WLTP), em linha com os principais rivais. Para a configuração de entrada, a expectativa é de algo em torno de 300 km.

Vale destacar que o BYD Dolphin aceita recarga em corrente alternada (AC) de até 11 kW e em corrente contínua (DC) de até 100 kW - em DC, dá para recuperar a bateria de 30% a 80% em apenas 29 minutos.

Além disso, o BYD Dolphin já sai de fábrica com tecnologia V2L (Vehicle to Load), permitindo alimentar aparelhos externos usando a bateria do carro. A potência total de saída pode chegar a 3 kW.

Visual moderno e tecnológico

Se os números e as especificações do BYD Dolphin convencem, o mesmo acontece com o desenho externo: linhas bem marcadas e um ar tecnológico, sem exageros.

A proposta se mantém por dentro. A cabine não segue o minimalismo extremo (cada vez mais comum), mas também não tenta parecer chamativa demais.

O resultado é um conjunto equilibrado e harmonioso, com destaque para a central multimídia de 12,3”: a tela pode girar e ser usada tanto na vertical quanto na horizontal.

Com bancos dianteiros elétricos e aquecidos (revestidos em couro vegano), o Dolphin oferece ainda 20 espaços de armazenamento distribuídos pela cabine. Atrás, há um porta-malas de 345 litros, volume que sobe para 1310 litros com o rebatimento completo da segunda fileira de bancos.

Vai chegar a Portugal

O BYD Dolphin está prestes a "pousar" no mercado europeu: a marca chinesa confirmou que a pré-venda começa no verão e que as primeiras entregas ficam para o último trimestre do ano.

Os preços ainda não foram anunciados, mas já se sabe que o Dolphin (e o Seal) serão vendidos em Portugal até o fim deste ano em duas versões: uma com bateria menor (capacidade ainda não confirmada), com valores na faixa dos 30 000 euros, e outra com bateria de 60 kWh, cujo preço inicial deve ficar em torno dos 36 000 euros.

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