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Lockheed Martin conclui a primeira fase de testes do LRASM no F-35C, da Marinha dos EUA

Caça F-35 estacionado em porta-aviões com pilotos e marinha ao redor durante o pôr do sol.

Em um passo significativo no desenvolvimento e integração do míssil LRASM nos caças F-35C da Marinha dos EUA

Integrar um míssil de ataque de longo alcance a um caça furtivo não é só “pendurar” uma nova arma na aeronave: é validar, na prática, como o avião se comporta e como essa configuração impacta a missão. Foi exatamente nesse ponto que a Lockheed Martin informou ter alcançado um marco importante ao concluir com sucesso a primeira fase do seu Programa de Testes Científicos de Voo envolvendo o LRASM no F-35C da Marinha dos EUA.

Segundo a empresa, essa etapa veio na sequência de uma série de ensaios conduzidos entre setembro de 2024 e abril de 2026, com foco em avaliar o desempenho do caça quando equipado com pontos de fixação externos - seja com mísseis LRASM, seja com JASSM.

Sobre esse avanço, Jon Hill, atual Vice-Presidente e Gerente Geral da Lockheed Martin Air Dominance and Strike Weapons, afirmou: “Ao integrar o sistema LRASM ao F-35, estamos fornecendo aos nossos caças uma poderosa capacidade que aumenta a flexibilidade da missão e expande suas opções operacionais. A futura integração do LRASM à frota de F-35 ampliará as avançadas capacidades de ataque marítimo e terrestre de longo alcance do F-35, expandindo seu conjunto de missões multifuncionais - as mesmas capacidades que ele já oferece no B-1B e no F/A-18E/F.”

Ainda nesse contexto, a Lockheed Martin reforçou que, quando as fases de testes forem concluídas, a Marinha dos EUA passará a contar com uma capacidade relevante para somar ao seu arsenal de caças furtivos em missões de ataque de longo alcance contra alvos navais. Isso tende a permitir que piloto e aeronave atuem a distâncias mais seguras, mesmo diante de áreas fortemente defendidas. A empresa também destacou que o LRASM dispõe de um sistema de guiamento de alta precisão, projetado para resistir aos sistemas de interferência empregados na guerra moderna.

Em outra frente, no que se refere às potenciais plataformas para o lançamento do LRASM além do F-35C, vale lembrar que os EUA também realizaram testes com a variante F-35B operada pelo Corpo de Fuzileiros Navais, enquanto a Força Aérea anunciou sua intenção de fazer o mesmo com seus caças F-15EX e F-15E. Além disso, a Marinha dos EUA já concluiu testes do míssil usando um bombardeiro B-1B e seus caças-bombardeiros F/A-18E/F - sendo este último também a plataforma utilizada pela Força Aérea Australiana em seus próprios testes com a arma.

Cabe ressaltar ainda que, enquanto a empresa avança nos testes de integração dos novos mísseis LRASM, o governo dos EUA concedeu contratos para ampliar sua capacidade de produção, incluindo as linhas dos mísseis THAAD, Javelin, Hellfire e JASSM. Como noticiamos em março passado, o estado do Alabama fechou um acordo de subvenção de US$ 150 milhões para a Lockheed Martin desenvolver suas instalações no Condado de Pike, que mantêm 800 empregos ligados à produção de mísseis.

Além desses investimentos, houve uma injeção anterior de fundos do Departamento de Defesa em março de 2025. Como relatamos na época, tratava-se de um acordo de US$ 122,6 milhões para consolidar a produção dos mísseis LRASM e JASSM, reforçando a relevância do programa. Por fim, sobre este último míssil, vale mencionar que a Lockheed Martin também segue avançando no desenvolvimento de uma nova variante, conhecida como JASSM XR, que ampliaria seu alcance de 965 para 1.609 quilômetros (600 para 1.000 milhas).

*Imagens utilizadas para fins ilustrativos

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