Panorama em 2025 para o visto americano de turismo e negócios (B1/B2)
Brasileiros que pediram visto americano de turismo e negócios (B1/B2) encontraram um cenário mais favorável em 2025. Informações do Departamento de Estado dos Estados Unidos apontam que a taxa ajustada de recusa ficou em 14,87%, o que corresponde a uma emissão estimada de 85,13% das solicitações apresentadas.
O índice representa avanço na comparação com o período imediatamente anterior. No ano fiscal de 2024, a taxa ajustada de recusa foi de 15,48%, equivalente a uma estimativa de emissão de 84,52% dos vistos solicitados por brasileiros.
Os dados integram o relatório oficial Taxa Ajustada de Recusa – Vistos B por Nacionalidade – Ano Fiscal 2025 e abrangem os vistos B1, voltados a viagens temporárias de negócios, e B2, usados principalmente para turismo, férias, visitas a familiares e alguns tratamentos médicos.
Na prática, é comum que brasileiros recebam o visto combinado B1/B2, que autoriza viagens com fins turísticos e empresariais, desde que respeitadas as regras previstas na legislação norte-americana.
Segundo Murtaz Navsariwala, advogado de imigração e fundador do Murtaz Law, os números sugerem que a maioria dos brasileiros que protocola um pedido alinhado aos requisitos consegue a autorização para entrar nos Estados Unidos.
Taxa de emissão varia conforme análise individual
Mesmo com os percentuais positivos, cada solicitação continua sujeita a avaliação caso a caso pelas autoridades norte-americanas. Entre os pontos analisados estão o motivo da viagem, os vínculos do solicitante com o país onde reside, a condição financeira e a consistência do conjunto de informações apresentado.
“Os números demonstram que a grande maioria dos brasileiros que solicita um visto de turismo ou negócios consegue obter a autorização para viajar aos Estados Unidos. É um cenário positivo, mas que não elimina a importância de uma preparação adequada”, afirma Navsariwala.
Evolução recente das taxas entre brasileiros
O levantamento também permite acompanhar a variação das taxas nos últimos anos. Em 2020, a emissão estimada de vistos para brasileiros foi de 76,9%. Em 2023, esse percentual subiu para 88,1%. No ano seguinte, houve recuo para 84,52%, antes de chegar a 85,13% em 2025.
Como o Departamento de Estado calcula a taxa ajustada de recusa
De acordo com o Departamento de Estado, a taxa ajustada de recusa reflete o desfecho final dos pedidos ao longo do ano fiscal. Processos que aparecem inicialmente como recusas, mas que depois são revertidos com a apresentação de documentos ou informações adicionais, deixam de ser contabilizados como negativas definitivas.
O ano fiscal norte-americano considerado no relatório abrange o período de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025.
Visto B1/B2 não permite residência ou trabalho
O visto de turismo e negócios foi criado para visitas temporárias aos Estados Unidos. Essa autorização não dá direito a residência permanente nem permite exercer atividades profissionais no país.
Para quem planeja morar nos Estados Unidos, Navsariwala ressalta a necessidade de identificar a categoria migratória compatível com o objetivo pretendido, já que a legislação norte-americana prevê diferentes tipos de vistos, cada um com exigências próprias.
“Muitas pessoas acreditam que existe uma fórmula para conseguir o visto, mas a realidade é diferente. O processo é individual e exige que todas as informações apresentadas sejam verdadeiras, coerentes e compatíveis com a finalidade da viagem”, afirma o advogado.
As estatísticas do Departamento de Estado ajudam a apontar tendências gerais entre os solicitantes brasileiros, mas não significam garantia de aprovação em pedidos individuais.
O visto B1/B2 segue destinado a visitantes temporários, com decisão baseada nos dados fornecidos pelo solicitante e na avaliação consular de cada caso.
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