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Almirante Kuznetsov: porta-aviões da Marinha Russa segue quase abandonado em Murmansk

Navio de guerra cinza atracado em um porto com um cone laranja na frente e guindaste ao fundo.

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Situação do porta-aviões Almirante Kuznetsov em Murmansk

O porta-aviões da Marinha Russa Almirante Kuznetsov está em um quadro de quase abandono enquanto aguarda uma definição oficial sobre o que será feito com a embarcação, após a Marinha da Rússia ter interrompido o programa de modernização. Único navio de sua classe, ele segue atracado em Murmansk e permanece fora de serviço desde 2017, quando as tentativas de atualização deixaram de evoluir no ritmo previsto.

Imagens recentes compartilhadas na rede social X expõem a condição atual do navio, que já foi o principal meio da Frota do Norte da Marinha Russa. As fotos ressaltam o impacto de uma longa paralisação de manutenção e reparos, em um cenário marcado por acidentes, incêndios e recorrentes dificuldades técnicas durante os anos em doca.

Incidentes em doca e limitações técnicas do programa de modernização

Desde que entrou no 82º Estaleiro de Reparos, em Roslyakovo, na região de Murmansk, ainda em 2017, o plano de modernização do porta-aviões passou a conviver com uma sequência de ocorrências. Entre os eventos mais significativos estão o desabamento e afundamento da doca flutuante PD-50 em outubro de 2018 e, depois, um incêndio de grandes proporções em dezembro de 2019, que matou pelo menos dois trabalhadores e deixou uma dúzia de pessoas feridas por inalação de fumaça.

Ao longo do mesmo período, investigações e relatos também apontaram deficiências na execução de parte dos serviços e restrições tecnológicas da indústria naval russa. Conforme registrado em reportagens da época, houve entraves ligados à troca das caldeiras de alta pressão KVG-4, um sistema originalmente produzido na Ucrânia, fator que dificultou a continuidade da modernização.

Decisão da Marinha da Rússia e cenários para o futuro do navio

Em julho de 2025, o alto comando da Marinha da Rússia teria optado por encerrar o programa de reparo do porta-aviões, que era conduzido pela Corporação Unificada de Construção Naval. O veículo russo Izvestia relatou que a recuperação da embarcação estava suspensa e sem progresso relevante, o que ampliou a incerteza sobre a permanência do navio em serviço.

De acordo com avaliações discutidas entre a Marinha russa e o estaleiro responsável, passaram a ser analisadas alternativas distintas, incluindo a hipótese de descomissionamento e posterior desmantelamento. Se essa decisão for confirmada, significará o fim de uma capacidade-chave da frota russa vinculada à aviação de combate embarcada.

Com as obras interrompidas e sinais claros de degradação, o destino do Almirante Kuznetsov segue indefinido. Como descrito em relatórios e investigações mencionadas no período, “…desde o colapso e afundamento da doca flutuante PD-50, ocorrido em outubro de 2018, até um incêndio de grande magnitude em dezembro de 2019, que provocou ao menos a morte de dois operários e uma dúzia de feridos por inalação de fumaça…”, informávamos desde Zona Militar.

Em paralelo, também foram registradas críticas à qualidade dos serviços executados, incluindo dificuldades técnicas de caráter estrutural. Ao tratar dessas falhas, reportes apontavam a existência de “…numerosos defeitos nos trabalhos realizados no porta-aviões…”, além de limitações industriais ligadas à substituição de componentes essenciais. Nesse contexto, o futuro do navio permanece em aberto, com a possibilidade de retirada definitiva de serviço e desmantelamento.

Imagem da capa meramente ilustrativa. Créditos: Ministério da Defesa da Rússia

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