Com a rápida evolução do uso de tecnologia por diferentes grupos ilegais, o Exército Nacional da Colômbia passou a direcionar mais recursos para soluções modernas e, ao mesmo tempo, a preparar parte do seu efetivo para operar novos dispositivos e sistemas. A proposta é clara: proteger, monitorar e resguardar o território nacional e a população com ferramentas mais eficientes.
Nesse contexto, o Exército criou o Batallón de Aeronaves No Tripuladas (BANOT), que funciona como um sistema completo de defesa e apoio estratégico, oferecendo suporte em inteligência, vigilância e reconhecimento por meio de drones. O BANOT também atua como um centro de formação avançada. Com o apoio do Centro de Educación Militar (CEMIL), via Escola de Aviação do Exército Nacional, foi realizada a primeira cerimônia de formatura de soldados treinados nesse tipo de equipamento, capacitados para operar drones de alto desempenho. A solenidade correspondeu ao Curso de Operador de Sistemas de Aeronaves no Tripuladas N°16 e ocorreu no aeroporto Alberto Lleras Camargo, em Sogamoso, Boyacá.
Ao todo, 105 soldados se formaram como operadores certificados de Aeronaves No Tripulados, com destaque para a cabo terceiro Karla Ceballos García, que se torna a primeira mulher suboficial a obter essa certificação. Também se sobressai o subteniente Jhon Kennedy Murcia Cuéllar, pela atuação operacional de alto nível. Os formandos concluíram 330 horas de capacitação técnica e estratégica, além de treinamento em sistemas avançados como o DRAGOM, drones multirrotores, drones táticos e manutenção técnica, entre outros cursos.
Da mesma forma, o Exército comemorou o quarto aniversário da criação da Brigada de Interoperabilidade de Comunicações, Computação e Ciberdefesa (BRICC), cujo foco principal é proteger a infraestrutura tecnológica e as informações institucionais. Além disso, a brigada oferece suporte a partir de suas competências em comunicações, comando, controle, computação, ciberdefesa e guerra eletrônica. A BRICC é formada pelo Batallón de Interoperabilidad de Comunicaciones y Computación e pelo Batallón de Ciberdefensa y Ciberseguridad, ambos sediados em Bogotá, D. C.
A BRICC é responsável pelo sistema conhecido como C5 (Comando, Control, Comunicaciones, Cómputo y Ciberdefensa) e, desde sua criação em 2022, tem apoiado o Exército ao aprimorar a infraestrutura tecnológica, modernizar redes, atualizar sistemas de armazenamento e fortalecer plataformas de segurança. Também conduziu projetos relevantes como:
- Implementação do sistema de e-mail institucional CEI 2. 0, que beneficiou mais de 53000 usuários.
- Condução de projetos estratégicos, com destaque para o sistema antidrones Nesher, voltado a proteger as tropas e a infraestrutura crítica por meio da detecção e neutralização de drones.
- Fortalecimento das capacidades de ciberdefesa com a aplicação de técnicas avançadas de proteção, avaliação de vulnerabilidades e resposta a incidentes.
- Apoio às operações militares ao assegurar a compatibilidade dos sistemas de comunicação e a transmissão segura de dados em tempo real.
- Colaboração no suporte técnico em operações conjuntas do Exército, da Armada e da Fuerza Aeroespacial.
- Atuação ativa na vigilância e defesa de usinas hidrelétricas, redes e na prevenção de tentativas de hackeamento.
O fortalecimento tecnológico do Exército colombiano, por meio de unidades especializadas como o BANOT e a BRICC, consolida um sistema integrado de defesa nacional. Essas capacidades permitem respostas mais eficientes diante de ameaças aéreas, cibernéticas e estratégicas, garantindo a proteção do território e a segurança da infraestrutura crítica do país.
*Fotografia de capa usada a modo de ilustração.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário