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Ecofestival Salva a Terra em Salvaterra do Extremo acontece de 25 a 28

Pessoas desfrutando festival ao ar livre com palco, tendas, e montanhas ao fundo em dia ensolarado.

A vila de Salvaterra do Extremo, no município de Idanha-a-Nova, recebe entre os dias 25 e 28 deste mês o Ecofestival Salva a Terra, realizado no coração do Parque Natural do Tejo Internacional. Ao longo de quatro dias, o evento reúne música e outras manifestações artísticas, oficinas, práticas de ioga, rodas de conversa e uma feira voltada a produtos orgânicos.

De acordo com a organização, o festival segue guiado pela ideia de valorizar o patrimônio rural, cultural e imaterial da região. A proposta também mantém o foco em ecologia, sustentabilidade e em um diálogo multidisciplinar e intercultural. Nesta edição, estão previstos participantes de Portugal, Espanha, Finlândia, Irã, Geórgia, Marrocos e Índia.

Organização, parcerias e acesso gratuito

O Salva a Terra é coorganizado pelo Município, pela União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Quercus. O financiamento é garantido pela Naturtejo, por meio das Autorizações de Residências para Atividades de Investimento, e, por isso, a participação no festival é gratuita - assim como o camping.

Programação musical do Ecofestival Salva a Terra e os cinco palcos

Entre os destaques musicais anunciados estão Emmy Curl, o coletivo espanhol Cabra, o Orfeão de Leiria, Bia Maria, Ana Pinhal, Maria Silva & Coro do Salva, Curcumbia, Sitar Jugalbandi, Balklavalhau e dois momentos de DJ, com Soundsisters Morocco e Rádio Barraka. As apresentações acontecem em cinco palcos montados pela aldeia e arredores: Terra, Pelourinho, Igreja, Misericórdia e Lusco-Fusco.

A abertura fica por conta de Sussurros do Levante, um trio que revisita repertórios tradicionais ibéricos com sanfona, viola braguesa e adufe - "um instrumento que não se dissocia de Idanha-a-Nova e que lhe permitiu o epíteto de Cidade Criativa da UNESCO" - e que também aparece em diferentes momentos da programação.

Parceria internacional e programação do dia 27

Outro ponto alto do Salva a Terra é a colaboração com o Kaustinen Folk Festival Finlandia. O dia 27 será marcado pelo "The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH)", iniciativa internacional dedicada à preservação e à divulgação do patrimônio cultural imaterial, reunindo sonoridades da Letônia, Estônia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedônia do Norte e Eslováquia.

O encerramento do festival será com "Sons da Terra e da Tradição", espetáculo criado pelo Orfeão de Leiria em colaboração com a Adufeiras de Idanha-a-Nova, "combinando património imaterial, criação contemporânea e memória coletiva".

Programa paralelo da Quercus e atividades para todas as idades

A Quercus assina a programação paralela, composta por ações como jogos educativos, oficinas para famílias, observação de aves, caminhadas e conversas, pensadas para diferentes faixas etárias. A maior parte dessas atividades acontece no quintal da Fáfá.

Entre os destaques está a conversa "Quem salva a terra do extremo?", que reúne vários projetos locais com impacto ambiental efetivo, em um momento em que este município está inserido nos planos de megacentrais solares. Também haverá uma banca do Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS), que, em 2011, foi o ponto de partida para a criação do festival, como forma de arrecadar recursos para garantir a sua subsistência.

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