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Mercedes-Benz Mini-G: a letra “G” vira sub-marca e ganha novo SUV em 2027

Carro verde Mercedes-Benz G-Class 2027 em exposição, com faróis ligados e rodas robustas.

Assim como já acontece com AMG e Maybach, a Mercedes-Benz está se preparando para transformar a letra “G” - que por décadas identificou apenas um único modelo - em uma sub-marca, com direito a uma família completa de veículos.

O primeiro passo dessa estratégia, por enquanto chamado de Mini-G, já foi “flagrado” em rigorosos testes de inverno. E, como o apelido sugere, ele terá dimensões significativamente menores do que as do icônico G-Wagon.

As informações mais novas, porém, dizem respeito ao que estará por baixo da carroceria. Embora o projeto tenha sido apresentado inicialmente como 100% elétrico, Markus Schäfer, diretor técnico da Mercedes-Benz, nunca confirmou de forma objetiva quais seriam as motorizações, deixando espaço para outras configurações.

Mild-hybrid no Mini-G também entra no radar

De acordo com a Autocar, hoje há mais convicção do que antes: o novo Mini-G - nome ainda não oficial - também deve ser oferecido com motor a combustão. Se isso se confirmar, sinaliza um ajuste na estratégia da marca alemã, que busca equilibrar exigências regulatórias com o que os consumidores realmente preferem.

Ao mesmo tempo, essa decisão aparece num momento em que as vendas do Mercedes-Benz Classe G totalmente elétrico estão abaixo do esperado. Ola Källenius, CEO da marca da estrela, já havia indicado que os modelos com motor a combustão seguirão à venda depois de 2030.

O que podemos esperar?

Na versão elétrica, a tendência é que o modelo utilize dois motores elétricos - um em cada eixo - alimentados por uma bateria NMC de 85 kWh, que pode viabilizar autonomia acima de 700 km no ciclo WLTP.

Já do lado a combustão, os rumores apontam para o mesmo motor 1.5 turbo de quatro cilindros, combinado a um sistema mild-hybrid de 48 V, o mesmo conjunto visto no novo CLA. Nesse modelo, as potências ficam entre 156 cv e 211 cv.

Independentemente da motorização, tudo indica que todas as versões serão vendidas apenas com tração integral, numa tentativa de reproduzir as aptidões do Classe G original.

Plataforma própria e chassi de longarinas

É um engano, porém, tratar o Mini-G como um Classe G “em miniatura”. Pelo contrário: Markus Schäfer define o Mini-G como um projeto exclusivo, com personalidade própria, que deve usar muitos componentes específicos e compartilhar pouco com o “irmão” maior. A meta? Construir uma identidade muito própria.

Esse novo integrante da família “G” deve utilizar uma arquitetura dedicada, pensada para entregar o máximo de autenticidade. Tudo leva a crer que a Mercedes-Benz esteja trabalhando em um novo chassi de longarinas que, apesar de ser incomum no segmento, é fundamental para garantir robustez fora de estrada.

Em termos de medidas, com cerca de 4,4 metros de comprimento, o Mini-G é claramente mais curto e mais baixo que o Classe G tradicional - mas o DNA permanece. Mesmo com a camuflagem, dá para notar os faróis redondos encaixados numa frente alta e vertical.

Ainda assim, existem diferenças evidentes: as icônicas “setas” sobre o para-lama não aparecem neste modelo e, portanto, devem passar a ficar integradas aos conjuntos ópticos, resultando em uma “face” mais limpa.

Chega em 2027

Com lançamento previsto para 2027, o Mercedes-Benz “Mini-G” deve chegar com o “alvo” voltado ao “baby Defender” da JLR (antiga Jaguar Land Rover) - um Defender menor, mais acessível e totalmente elétrico, que deve estrear no mesmo ano e cujos protótipos também já foram “flagrados”. Saiba todos os detalhes:

A versão elétrica - a única confirmada oficialmente - deve ser a primeira a chegar ao mercado.

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