5 de fevereiro de 2026 - 09:49
Crédito da imagem: audi-mediacenter.com
Um estudo recente mostrou que as antenas automotivas mudam de formato de um ano para o outro - e o motivo vai muito além de estética.
Antenas automotivas em 2026: mais do que rádio AM/FM
Nas últimas décadas, as antenas de carro passaram por uma transformação relevante - e não foi apenas uma escolha de design. Se antes o foco era, sobretudo, captar rádio AM/FM, nos veículos de 2026 elas assumem várias tarefas ao mesmo tempo: ligação 4G e 5G, GPS, Bluetooth, Wi‑Fi, telemática e suporte a sistemas de assistência ao condutor (ADAS).
Por que as “barbatanas de tubarão” aparecem no teto dos carros
As atuais “barbatanas de tubarão”, tão comuns no teto, funcionam como uma solução integrada: dentro do mesmo invólucro ficam várias antenas, e cada uma opera na sua própria frequência. Essa combinação é importante para a navegação funcionar corretamente, para atualizações “pelo ar”, para a comunicação entre veículos e infraestrutura (V2X) e também para a radiodifusão digital DAB. Uma antena de rádio tradicional, por exemplo, não consegue substituir um recetor satelital ou um módulo telemático.
Antenas embutidas no vidro e o desafio das interferências
Além das soluções externas, as montadoras recorrem bastante a antenas integradas ao vidro. Esse tipo de construção existe desde a década de 1970 e, na maioria dos casos, fica no vidro traseiro ou nas janelas laterais. Visualmente, podem lembrar os filamentos de desembaçador, mas a função principal costuma ser a receção de AM e FM.
Com o aumento do número de frequências e de sistemas, cresce a necessidade de reduzir interferências. Nesse cenário, uma película (insulfilm) de má qualidade pode piorar a receção do sinal - especialmente em carros que usam antenas nos vidros. E, apesar de toda a evolução tecnológica, mesmo as soluções mais modernas não asseguram conectividade estável em regiões remotas.
No fim das contas, a mudança no formato das antenas automotivas acompanha o maior nível de complexidade dos sistemas eletrónicos e as exigências de conectividade dos carros atuais.
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