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Como foi a incorporação do USS Cleveland (LCS 31) e seu destino
A Marinha dos Estados Unidos colocou oficialmente em serviço o mais novo - e último - navio de combate litorâneo da classe Freedom, o USS Cleveland (LCS 31), em uma cerimônia formal realizada na cidade de Cleveland.
O LCS 31 é a 16ª embarcação concluída da variante Freedom dentro do Programa LCS (Littoral Combat Ship). Após a incorporação, o navio seguirá para o porto-base na Estação Naval de Mayport, na Flórida, onde passará a integrar o Esquadrão de Navios de Combate Litorâneo 2, ligado à Frota do Atlântico.
Construção e balanço da classe Freedom
O USS Cleveland (LCS 31) foi produzido pela Lockheed Martin em conjunto com a Fincantieri Marinette Marine, em Marinette, no estado de Wisconsin. A entrega oficial à Marinha dos Estados Unidos, ocorrida em dezembro de 2025, foi o marco que encerrou o ciclo de construção dos navios da classe Freedom.
Ao todo, foram concluídas 16 unidades dessa classe. No entanto, cinco navios - USS Freedom (LCS 1), USS Milwaukee (LCS 5), USS Detroit (LCS 7), USS Little Rock (LCS 9) e USS Sioux City (LCS 11) - acabaram desativados por causa de falhas de projeto e problemas no sistema de propulsão.
Com essas baixas antecipadas, a classe Freedom mantém atualmente 11 navios de combate litorâneo em serviço, já contando com o recém-incorporado USS Cleveland.
Programa LCS: variantes Freedom e Independence
O Programa LCS da Marinha dos Estados Unidos começou em 2002 com a meta de criar e introduzir uma nova família de navios de superfície capazes de atuar com rapidez e versatilidade em operações em áreas litorâneas, além de funcionar como elementos de apoio em forças de combate em rede.
Dentro desse esforço, a Marinha decidiu manter duas linhas de desenvolvimento. A classe Freedom ficou sob responsabilidade da Lockheed Martin, com construção nas instalações do estaleiro Fincantieri Marinette Marine, em Wisconsin. Já a classe Independence foi desenvolvida pela Austal USA, em suas instalações no Alabama.
Na classe Independence, de um total de 19 navios, dois - USS Independence (LCS 2) e USS Coronado (LCS 4) - foram retirados de serviço.
Capacidades modulares e esquadrões operacionais
Os LCS foram concebidos para empregar pacotes de missão modulares, o que amplia a flexibilidade operacional para responder a diferentes cenários de combate. Entre as capacidades associadas, estão contramedidas contra minas (MCM), guerra de superfície (SUW), veículos de superfície não tripulados (USV), míssil de ataque naval e o sistema de lançamento de mísseis MK-70.
No arranjo operacional atual, os navios da classe Freedom servem no Esquadrão de Navios de Combate Litorâneo 2, sediado em Mayport (Flórida), voltado à Frota do Atlântico. A classe Independence, por sua vez, compõe o Esquadrão de Navios de Combate Litorâneo 1, com base em San Diego (Califórnia), destinado à Frota do Pacífico.
Limitações técnicas e próximos projetos navais
Mesmo com as metas definidas pela Marinha norte-americana para a frota futura de navios de combate litorâneo, os LCS acumularam, desde o início da entrada em operação, limitações técnicas e operacionais relevantes.
Entre os problemas mais citados estão a elevação dos custos de construção, fator que resultou no cancelamento de diversas unidades dentro do programa, além de falhas no sistema de propulsão. Na classe Freedom, apareceram dificuldades relacionadas ao acoplamento entre os motores a diesel e os motores de turbina. Já na classe Independence, foram observados problemas ligados à integridade estrutural do casco de alumínio.
O USS Cleveland (LCS 31) fecha a lista de navios projetados na variante Freedom. No contexto da entrega do penúltimo navio, o USS Beloit (LCS 29), a Marinha dos Estados Unidos já havia tratado a construção da classe Freedom como concluída, ressaltando que as múltiplas limitações técnicas tornavam a operação desses navios insustentável.
Hoje, a instituição direciona esforços para novos programas navais, incluindo os futuros encouraçados da classe Trump, submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos da classe Columbia e porta-aviões de propulsão nuclear da classe Gerald R. Ford, conforme listado no relatório institucional “U.S. Navy’s Shipbuilding Plan 2026”.
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