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Ataque de drone ucraniano danifica Tu-95 na base Engels-2 em 16 de julho

Militar observa simulação de ataque a avião militar na tela de computador em centro de comando.
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A frota russa de bombardeiros estratégicos Tu-95 sofreu mais um revés depois que um ataque ucraniano com drones de longo alcance atingiu a Base Aérea de Engels-2 em 16 de julho, ampliando a lista de perdas da aviação de longo alcance de Moscou ao longo da guerra. Imagens de satélite divulgadas recentemente sugerem que ao menos um Tu-95 foi danificado de forma severa, reforçando a capacidade contínua da Ucrânia de atingir ativos militares de alto valor em profundidade dentro do território russo.

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Imagens de satélite apontam danos graves em um Tu-95 na Engels-2

As imagens, publicadas no X e no Telegram pelo analista de inteligência de fonte aberta Avivector, mostram um Tu-95 com destruição catastrófica, incluindo a aparente perda de toda a seção traseira (cauda). Um segundo Tu-95MS, estacionado nas proximidades, parece ter escapado sem danos estruturais visíveis, embora não exista, até o momento, uma avaliação oficial sobre a condição da aeronave.

Zelensky confirma a operação e cita uso anterior em ataques com mísseis

A Ucrânia confirmou a ação posteriormente por meio do presidente Volodymyr Zelensky, que elogiou as forças de segurança e defesa do país por mais um ataque de longo alcance bem-sucedido contra a infraestrutura militar russa. Segundo Zelensky, a aeronave destruída em Engels já havia sido empregada para lançar ataques com mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia. “...Mais uma vez, sanções de longo alcance e bem-sucedidas foram impostas à Rússia por esta guerra. Em particular, o Serviço de Segurança da Ucrânia destruiu uma aeronave militar Tu-95 em Engels que havia sido usada para ataques russos com mísseis contra o nosso país...”

O presidente ucraniano também destacou a distância envolvida na operação, observando que a Base Aérea de Engels-2 fica a aproximadamente 800 quilômetros da fronteira estatal da Ucrânia, o que evidencia a crescente capacidade de Kyiv de conduzir ataques de precisão muito além das linhas de frente com drones de longo alcance desenvolvidos no país.

Campanha noturna também atingiu petróleo e outros objetivos militares

O ataque integrou uma ofensiva mais ampla durante a madrugada, que também teve como alvos infraestrutura petrolífera russa e outros objetivos militares situados em território ucraniano ocupado pela Rússia, em linha com a estratégia de Kyiv de degradar tanto o potencial militar quanto a rede logística que sustenta o esforço de guerra de Moscou.

Assim como em ações anteriores contra bases aéreas russas, diversos vídeos que circularam nas redes sociais registraram o engajamento a partir de diferentes locais, mostrando sistemas de defesa antiaérea russos tentando interceptar os drones que se aproximavam antes de múltiplas explosões serem observadas ao longo do aeródromo.

A frota de bombardeiros estratégicos segue encolhendo

Mais de quatro anos após o início do conflito, a Aviação de Longo Alcance da Rússia vem sofrendo uma erosão constante do seu efetivo de bombardeiros estratégicos. Embora aeronaves como o Tu-95 raramente operem dentro do alcance de caças ucranianos, elas têm se tornado cada vez mais expostas a operações com drones de longo alcance voltadas a bases situadas a centenas de quilômetros dentro da Rússia.

Avaliações de inteligência de fonte aberta indicam que, mesmo antes do ataque mais recente à Engels-2, a Rússia já havia perdido cerca de 10 bombardeiros Tu-95. A maior parte dessas aeronaves teria sido destruída durante a Operação Teia de Aranha, uma das ações de ataque em profundidade mais bem-sucedidas da Ucrânia, conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) contra ativos da aviação estratégica russa.

O Tu-95 não é o único vetor afetado. A frota russa de bombardeiros de longo alcance Tu-22M3 também acumulou perdas relevantes ao longo da guerra, com analistas de fonte aberta estimando que entre 10 e 12 aeronaves foram destruídas ou ficaram inoperantes nos últimos quatro anos.

Mesmo com a Rússia ainda mantendo uma capacidade expressiva de bombardeio estratégico, os repetidos ataques ucranianos a grandes bases aéreas indicam que a proteção de ativos aeronáuticos de alto valor se tornou um desafio cada vez mais complexo, obrigando Moscou a lidar com uma ameaça que vai muito além do campo de batalha.

Imagem de capa apenas para fins ilustrativos. Crédito: Departamento de Defesa dos EUA.

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