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A Northrop Grumman segue acelerando dois programas de modernização de grande porte voltados a prolongar a efetividade em combate do F-16 Fighting Falcon, aproximando capacidades avançadas de guerra eletrônica e de designação de alvos do emprego operacional pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e por operadores internacionais. Com a campanha de testes em andamento, tanto o AN/ALQ-257 Integrated Viper Electronic Warfare Suite (IVEWS) quanto o novo pod de designação LITENING LA entram nas etapas finais antes da produção e da introdução em unidades.
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F-16 – Força Aérea dos Estados Unidos (USAF)
AN/ALQ-257 IVEWS no F-16: avanço na guerra eletrônica
Entre os esforços em curso, o mais adiantado é o AN/ALQ-257 IVEWS, suíte de guerra eletrônica escolhida para F-16 modernizados. Representantes da empresa informaram que o sistema já acumulou mais de 550 horas de testes em voo ao longo de 300 surtidas dentro da campanha de avaliação operacional - um crescimento relevante em relação ao trabalho de ensaios concluído em 2025.
Concebido com uma arquitetura ultra wideband, o IVEWS reúne, em um único conjunto integrado, alerta radar digital, ataque eletrônico ativo e sensoriamento avançado em radiofrequência. Com isso, consegue detectar, identificar e geolocalizar ameaças modernas de defesa aérea. A proposta é elevar a sobrevivência dos Fighting Falcons em ambientes cada vez mais contestados e, ao mesmo tempo, ampliar a consciência situacional das tripulações durante missões de combate.
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Ensaios operacionais, bases e integração com o AN/APG-83 SABR
O programa aproveita os testes operacionais realizados pelo 85th Test and Evaluation Squadron, que avaliou o sistema em dois F-16 Block 50 operando a partir da Eglin Air Force Base, na Flórida, e da Nellis Air Force Base, em Nevada. Em uma campanha de sete meses, com mais de 70 surtidas e 100 horas de voo, as aeronaves executaram missões ar-ar, ar-solo e de ameaça mista para confirmar o desempenho do sistema em condições operacionais realistas.

F-16 Fighting Falcon – Créditos: Força Aérea dos Estados Unidos (USAF)
Essas avaliações também apontaram integração sem atritos com o AN/APG-83 Scalable Agile Beam Radar (SABR), comprovando que os dois sistemas operam ao mesmo tempo sem prejudicar o desempenho um do outro. Com os testes operacionais próximos da conclusão e com contratos subsequentes já estabelecidos, a Northrop Grumman projeta que a produção comece a ganhar ritmo no Ano Fiscal de 2027, apoiada por um pedido de financiamento de US$ 438 milhões incluído na proposta orçamentária da USAF.
O conjunto formado por IVEWS e pelo radar AN/APG-83 SABR é um dos pilares da estratégia de modernização do F-16. Ao substituir os radares legados de varredura mecânica AN/APG-66 e AN/APG-68, o SABR com AESA amplia de forma expressiva a capacidade de detecção, acompanhamento e engajamento de alvos, além de fortalecer o desempenho da aeronave em cenários eletromagnéticos complexos. A Northrop Grumman já entregou 1.000 radares SABR a clientes dos Estados Unidos e do exterior, sinalizando a demanda crescente por essa atualização entre os atuais operadores do F-16.
LITENING LA e o papel do F-16 na USAF até a década de 2040
Em paralelo ao pacote de guerra eletrônica, a empresa também acelera o LITENING LA (Large Aperture), integrante mais novo da família de pods de designação LITENING, de longa trajetória. Depois do início dos testes de voo no fim de 2025, o sistema passa agora por avaliação operacional antes da entrada planejada em serviço.
Na comparação com versões anteriores, o LITENING LA incorpora processamento digital de imagem com maior resolução, seis sensores em alta definição e um aumento de quase 50 percent no alcance efetivo. Esses ganhos buscam melhorar a aquisição de alvos a longa distância, missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, além do emprego de armamentos guiados de precisão.

F-16 Fighting Falcon – Créditos: Força Aérea dos Estados Unidos (USAF)
Para a Força Aérea dos Estados Unidos, esses incrementos devem ser decisivos para sustentar a eficácia de uma frota de caças que ainda depende fortemente do F-16. Conforme dados oficiais do Ano Fiscal de 2026, o serviço opera 826 Fighting Falcons distribuídos entre unidades da ativa, da Guarda Aérea Nacional e da Reserva da Força Aérea, o que corresponde a aproximadamente 42 percent do seu inventário de caças táticos.
Mesmo que F-16 modernizados não devam atingir o patamar de aeronaves de quinta geração como o F-35 Lightning II ou o F-22 Raptor, a combinação de um radar AESA contemporâneo, sistemas avançados de guerra eletrônica e recursos de designação aprimorados é amplamente vista como um salto para o nível que costuma ser chamado de “4.5-generation”, elevando de modo substancial a sobrevivência e a efetividade em combate.
A continuidade desses investimentos também espelha considerações estratégicas mais amplas. À medida que a produção do F-35 cresce de forma gradual e alguns esforços de modernização do próprio programa - incluindo a introdução do radar AN/APG-85 - seguem em cronogramas estendidos, espera-se que o F-16 permaneça como uma das principais plataformas de caça, tanto dos Estados Unidos quanto de diversas nações aliadas, bem dentro da década de 2040. A incorporação combinada do AN/ALQ-257 IVEWS, do AN/APG-83 SABR e do LITENING LA garantirá que centenas de Fighting Falcons continuem aptos a atender às exigências de futuras operações aéreas de alta intensidade, ao mesmo tempo em que estende a vida útil de uma das aeronaves de combate mais bem-sucedidas da aviação militar.
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