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Como o gadget 9‑em‑1 está colocando fim à era da air fryer e mudando as cozinhas

Pessoa colocando assadeira com legumes e carnes em forno elétrico em cozinha iluminada e moderna.

A primeira vez que eu vi um desses “9‑em‑1”, achei que era um forno de bancada disfarçado de caixa de som. Nada de cestinha, nada de gaveta batendo - só um cubo brilhante, quietinho, ocupando o canto da cozinha. Num vídeo que viralizou, a criadora se despedia da air fryer como se fosse o fim de uma era. Nos comentários, a treta era inevitável: “isso é só um forno chique” versus “você não entende, salvou minha rotina”. E aí veio a pergunta que começou a aparecer em todo lugar: será que a air fryer está ficando para trás?

O “um aparelho que substitui nove” é uma promessa grande demais para passar despercebida. Só que a vida real nunca é tão simples - e é exatamente por isso que esse tipo de gadget está mexendo com as cozinhas (e com a paciência) de tanta gente.

From air fryer darling to multi-cooker monster

A air fryer clássica sempre teve uma narrativa fácil: comida crocante com menos óleo, mais rápida que o forno, e sem esquentar o apê inteiro. Simples de vender, simples de entender. Já essa nova leva de fornos de bancada “9‑in‑1” e multi-cookers inteligentes chega com um currículo bem mais longo. Fazem air fry, cozinham no vapor, cozinham lentamente, grelham, tostam, assam, desidratam, fazem sous‑vide e, em alguns modelos, ainda cozinham sob pressão. É muita coisa antes mesmo de apertar o botão. Ainda assim, basta dar uma olhada em grupos de culinária caseira: air fryers sendo encostadas, doadas ou rebaixadas para o armário, enquanto um único aparelho multiuso vai tomando conta do centro da bancada.

Pense na Emma, 34, morando num apartamento apertado em Manchester, com uma cozinha corredor mal mais larga que a geladeira. No último inverno, ela tinha uma air fryer, uma panificadora, uma panela elétrica de arroz, um blender de smoothie e uma panela slow cooker, tudo empilhado em estilo Tetris numa única prateleira. “Toda vez que eu ia cozinhar, precisava levar alguma coisa para o sofá”, ela brinca num Reels que viralizou. Quando uma amiga mostrou um novo forno 9‑em‑1 de bancada, ela torceu o nariz. Dois meses depois, postou a foto de uma prateleira quase vazia com a legenda: “Adeus air fryer, olá uma caixa para mandar em tudo.” Os aparelhos antigos? Vendidos no Vinted num fim de semana.

Nos bastidores, as marcas estão captando o recado. A energia está mais cara, os espaços estão menores, e muita gente quer menos tralha fazendo mais coisa. Um forno grande pode parecer exagero para um jantar solo; um aparelho que só cozinha ovos parece desperdício. A proposta do multiuso é equilibrar tudo: calor direcionado tipo air fryer, versatilidade de forno e a economia de tempo de uma panela de pressão. Chefs se dividem porque a engenharia é, de fato, esperta - mas o marketing às vezes soa como truque. Um único aparelho dificilmente faz nove funções com nota 10, porém no dia a dia “rápido e bom o suficiente” costuma ganhar de “perfeito e trabalhoso”.

How this “9‑in‑1” gadget actually changes your kitchen

Usar uma dessas máquinas tudo‑em‑um não é a mesma experiência de usar air fryer. Em vez de sacudir um cesto e torcer pelo melhor, você escolhe um modo como escolhe uma playlist: vapor‑crocante, grelhar, assar, baking, lento ou pressão. Muitos modelos vão guiando com prompts na tela: adicionar água, virar o alimento, abrir a válvula. Você coloca frango com batatas, toca num programa automático, e o aparelho alterna de pressão para air‑crisp sem você mexer em nada. A mudança prática é essa: seu forno grande fica desligado numa terça‑feira, e a “caixa” vira o padrão.

Existe curva de aprendizado, e é aqui que muita gente se frustra. A pessoa tira da caixa, vê um monte de botões e modos, se sente perdida e volta a usar só o air fry - depois reclama que “é só uma air fryer gigante”. Se você já ficou com culpa por eletrodoméstico parado, você não está sozinho. Quem realmente substitui nove gadgets costuma fazer uma coisa simples: assume uma função nova por semana. Semana 1: cozinhar sob pressão um ensopado. Semana 2: vapor nos legumes. Semana 3: usar o modo grill para o halloumi em vez da frigideira. Aos poucos, panela de arroz e slow cooker viram redundantes, mais por hábito do que por decisão.

“Como chef, eu não acredito que uma ferramenta consiga ser perfeita para toda técnica”, diz o consultor de chefs Marco Bellini, baseado em Londres. “Mas num apartamento minúsculo, com uma tomada só e sem ventilação, eu prefiro um 7 de 10 em nove tarefas do que um 10 de 10 em apenas uma.”

  • Comece pelos modos que substituem seus aparelhos mais usados (panela de arroz, torradeira, air fryer) antes de entrar em programas avançados.
  • Mantenha uma cola simples na geladeira: tempo e temperatura para três refeições coringas que você realmente faz.
  • Faça trocas do mundo real: se cabia no cesto da sua air fryer antiga, cabe na bandeja de crocância; se você fazia na slow cooker, teste o modo pressão ou lento.
  • Aceite que alguns aparelhos especializados ainda ganham (uma boa máquina de espresso, um blender top) - e tudo bem.
  • *Vamos ser sinceros: ninguém lê o manual inteiro, do começo ao fim, todo santo dia.*

The kitchen identity crisis no one talks about

Tem um motivo menos óbvio para esse gadget dividir as pessoas com tanta força. Não é só sobre cozinhar - é sobre identidade. A air fryer trouxe uma história simples: você é o cozinheiro esperto que resolve o jantar em 15 minutos. O 9‑em‑1 conta outra: você é o minimalista que tem uma caixa inteligente e consegue assar, cozinhar no vapor e fazer pratos “de chef”. Alguns profissionais torcem o nariz porque isso embaralha a linha entre técnica e conveniência. Muitos pais e mães amam porque o jantar sai com menos louça e menos caos. No fim, as duas reações mostram como a bancada da cozinha ficou carregada de significado.

Isso também tem cara de mudança geracional. Jovens que alugam imóveis e não mandam no forno antigo e imprevisível acabam dependendo da bancada. Casais mais velhos e pessoas reduzindo para casas menores não querem um armário cheio de trambolhos para limpar e manter. Famílias de olho na conta de luz gostam do fato de que, muitas vezes, essas máquinas gastam menos eletricidade do que pré‑aquecer um forno grande para uma única assadeira. Por outro lado, quem é da confeitaria reclama do dourado irregular em massas delicadas, e puristas do churrasco dão risada da ideia de “modo grill” substituir fogo de verdade. Os dois lados têm razão - depende do que você cozinha.

Então a pergunta real não é “acabou a era da air fryer?”. Está mais para: “que tipo de cozinheiro você quer que a sua cozinha favoreça?”. Se você ama ritual e o peso do ferro fundido, essa máquina pode ser sempre coadjuvante. Se você mora num studio e seu forno serve de depósito, ela pode virar o palco principal. A verdade nua e crua é que nenhuma marca consegue criar uma caixa que resolva sabor, tempo, espaço e dinheiro para todo mundo ao mesmo tempo. O que ela consegue é empurrar a gente a perguntar, de forma bem prática, quais ferramentas a gente usa de verdade - e quais a gente só mantém por costume.

Key point Detail Value for the reader
Space and clutter One 9‑in‑1 unit can realistically replace 3–5 everyday gadgets for many households Helps decide what to keep, sell, or donate before your kitchen overflows
Learning curve Using one new mode per week turns the machine from “big air fryer” into a true multi‑tool Makes the investment pay off instead of gathering dust on the counter
Cooking style Great for fast, family‑style meals; less ideal for high‑precision baking and specialist tasks Lets you judge if this gadget fits your real, everyday cooking rather than the marketing promise

FAQ:

  • Question 1Can one 9‑in‑1 gadget really replace nine separate appliances?
  • Answer 1In pure marketing terms, yes; in real life, most people use it to replace three to six gadgets they actually used, like the air fryer, toaster, rice cooker, and slow cooker. Specialist tools such as high‑end blenders or espresso machines usually stay.
  • Question 2Is food from a 9‑in‑1 as crispy as from a normal air fryer?
  • Answer 2For fries, nuggets, and vegetables, most users report very similar crispiness, especially on models with strong top heating and a fan. The main difference is capacity: many multi‑cookers fit more in one go, so you might need a quick shake or tray rotation.
  • Question 3Does this kind of gadget really save energy?
  • Answer 3For small to medium meals, yes, because you’re heating a compact space and often cooking faster. For big batch baking or large roasts, a full oven can still be more efficient per portion. The biggest savings tend to come from avoiding long oven preheats.
  • Question 4Is it safe to pressure cook and air fry in the same machine?
  • Answer 4Certified models are built for that exact combo, with safety valves, locking lids, and automatic pressure release systems. The key risk is human, not mechanical: following the max‑fill lines and using enough liquid when pressure cooking keeps things within design limits.
  • Question 5Should I get one if I already love my air fryer?
  • Answer 5If your air fryer is always on and your oven feels redundant, upgrading only makes sense if you also want to drop other gadgets like the slow cooker or rice cooker. If you mostly air fry and toast, your current setup may already be the sweet spot.

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