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Fidji Simo, CEO de apps da OpenAI (ChatGPT), deixa o cargo e vira conselheira em tempo parcial

Mulher preocupada trabalhando no computador em escritório com mesa, celular e arquivos ao redor.

Fidji Simo, que convive há anos com uma doença crônica, vai deixar a função de CEO das aplicações da OpenAI - área que inclui o ChatGPT - para assumir um papel de conselheira em tempo parcial.

Mudança de função na OpenAI e no ChatGPT

Entre os franceses mais influentes no universo da IA, destaca-se Fidji Simo. Ex-funcionária do Facebook e ex-CEO do Instacart, ela foi recrutada pela OpenAI para liderar a área de aplicações. Na prática, era a principal responsável pelo ChatGPT, sob a supervisão de Sam Altman. Há poucos dias, no entanto, Simo comunicou que sairá desse cargo de grande peso e passará a atuar apenas como conselheira em regime de tempo parcial.

A decisão motivada pela doença crônica

Segundo a própria executiva, trata-se de uma escolha “difícil”, tomada para colocar a saúde em primeiro plano. Em uma publicação no X, ela explicou: “Há três meses, tive de tirar uma licença médica após uma crise grave de uma doença crônica da qual sofro há sete anos. Durante esse período, ficou claro para mim que o caminho para a recuperação seria muito mais longo e complexo do que eu tinha previsto - e que eu precisava me dedicar plenamente a ele”.

Ela também reconhece que se arrepende de não ter priorizado o bem-estar mais cedo. “Quando tirei essa licença, muitas pessoas me disseram que eu era corajosa por priorizar minha saúde. A verdade é que só estou tomando essa decisão agora porque falhei em tomá-la muitas vezes antes”, escreveu.

O Facebook já lhe tinha oferecido um ano de licença médica

Simo relata ainda que, dois anos depois de adoecer, o Facebook chegou a oferecer a possibilidade de um afastamento médico por um ano inteiro. Mesmo assim, ela diz que nem chegou a parar para considerar a opção, apesar de Mark Zuckerberg ter sugerido pessoalmente que ela pensasse no longo prazo.

Embora hoje lamente não ter seguido esse conselho, a francesa afirma que sempre encarou oportunidades como algo valioso - e que é preciso aproveitá-las quando surgem. Ela credita a essa mentalidade, inclusive, o facto de ter conseguido “sair de uma pequena cidade do sul da França” (Sète) para chegar a oportunidades que jamais teria imaginado.

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