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TAP Air Portugal conclui plano de reestruturação com vendas de Cateringpor e SPdH

Homem de terno em agência de viagens com maquete de avião e aeronave real ao fundo no aeroporto.

Conclusão do plano de reestruturação da TAP Air Portugal

A TAP Air Portugal encerrou uma das etapas finais do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia em 2021. Com a conclusão da venda de participações em duas empresas - 51% na fornecedora de catering Cateringpor e na companhia de serviços de assistência em escala Serviços Portugueses de Handling (SPdH) - a transportadora cumpre integralmente os compromissos assumidos no programa de recuperação.

Em nota oficial, a TAP declarou que, após o fecho dessas operações, “está em total conformidade com os compromissos remanescentes estabelecidos na decisão da Comissão Europeia de 21 de dezembro de 2021”, considerando assim concluído o plano de reestruturação. A empresa acrescenta que esse marco reforça sua capacidade de avançar para a próxima fase, focada em crescimento disciplinado e sustentável.

Vendas de ativos não essenciais: Cateringpor e SPdH

A alienação dos 51% da Cateringpor foi concretizada em abril de 2026 para a Gate Gourmet, grupo suíço que já possuía uma participação na fornecedora. Em maio de 2026, a TAP finalizou a venda da SPdH, fechando as obrigações relacionadas ao desinvestimento de ativos considerados não essenciais, conforme definido no entendimento com a Comissão Europeia.

Contexto do plano e medidas exigidas pela Comissão Europeia

Desenhado após a crise do setor aéreo causada pela pandemia de COVID-19, o plano de reestruturação da TAP reuniu um conjunto amplo de iniciativas operacionais e financeiras. Entre elas estiveram a venda de ativos classificados como não estratégicos e a adoção de remédios competitivos voltados a preservar a concorrência no mercado europeu.

Privatização em estudo e outros desinvestimentos em Portugal

Ao mesmo tempo, o governo português prepara a venda de até 49,9% da TAP: 44,9% para um investidor privado - com hipóteses citando Air France-KLM ou Lufthansa - e os 5% restantes reservados para trabalhadores da companhia.

Apesar disso, o processo enfrenta um impasse judicial envolvendo a brasileira Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que pede o pagamento integral de um título de dívida emitido em 2016, estimado em cerca de 189 milhões de euros.

Além disso, Portugal também deve desinvestir a maioria das ações da companhia regional estatal Azores Airlines (S4), que integra o Grupo SATA, até o fim deste ano, em linha com as determinações da Comissão Europeia.

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