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Kawasaki Heavy Industries e Airbus estudam adaptar o Eurodrone U950 para vigilância marítima e ASW no Japão

Sala de controle militar com oficiais monitorando drone e mapas digitais em telas.

A Kawasaki Heavy Industries assinou um memorando de entendimento com a Airbus para avaliar a eventual adaptação do Eurodrone U950 - uma aeronave europeia não tripulada - como plataforma de vigilância marítima e de guerra anti-submarino (ASW) para o Japão.

O anúncio, divulgado em 26 de junho, abre caminho para novas rodadas de discussões com foco no desenvolvimento e na comercialização de uma variante japonesa orientada a operações navais.

Versão japonesa do Eurodrone U950 para vigilância marítima e ASW

O estudo prevê estabelecer configurações específicas para o Japão, além de integrar sensores e armamentos japoneses ao sistema. O plano também considera a participação da indústria local tanto nas fases de produção quanto nas atividades de manutenção.

Segundo a Airbus, o Eurodrone poderia ampliar, de forma soberana e sustentável, a capacidade japonesa hoje baseada em aeronaves tripuladas para guerra anti-submarino. Para missões ASW, a empresa cita a possibilidade de equipar o sistema remoto com sonoboias e torpedos.

Frota atual e cobertura de grandes áreas no Japão

Atualmente, a Força Marítima de Autodefesa do Japão emprega os modelos Kawasaki P-1 e Lockheed Martin P-3C Orion nessas funções. A Airbus argumenta que o Eurodrone se adequa a países como o Japão, que precisam monitorar áreas marítimas muito extensas.

Impactos para a marinha europeia e cronograma do programa

Além de atender às demandas japonesas, a cooperação pretende gerar ganhos operacionais e logísticos relevantes para futuras versões do Eurodrone destinadas à marinha europeia.

A Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística do Japão acompanha o projeto europeu desde 2023 e, recentemente, renovou seu status de observador. O primeiro voo de um protótipo do Eurodrone está previsto para 2029. O sistema bimotor turboélice está em desenvolvimento para França, Alemanha, Itália e Espanha, e a Índia também mantém status de observador no programa.

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