Nos últimos anos, não dá para negar que o visual de vários lançamentos da BMW tem dividido opiniões. O iX e o novo Série 7 costumam ser citados como exemplos, mas talvez o caso mais polêmico seja mesmo o XM, especialmente por causa do seu «duplo rim» enorme na dianteira.
A BMW, claro, não passou ilesa ao “falatório” sobre a aparência de alguns modelos e, no que muita gente está lendo como um endosso às críticas, decidiu promover uma reformulação completa no seu departamento de Design - com mudanças válidas já a partir de 1º de outubro.
E não é uma mudança restrita à BMW: trata-se de uma verdadeira dança das cadeiras em todo o Grupo, que também engloba a MINI e a Rolls-Royce.
Por que a BMW está mexendo no Design agora
Com a repercussão em torno do estilo recente da marca, a reorganização sinaliza uma tentativa de ajustar o rumo estético de BMW, MINI e Rolls-Royce daqui para a frente. A liderança máxima do Design do Grupo, no entanto, permanece.
Quem é quem?
Adrian van Hooydonk seguirá no comando do Design do Grupo BMW, mas, a partir dele, quase tudo muda. Preparado para a dança de cadeiras? Vamos lá.
Para repensar a linguagem visual da faixa média-superior (acima do Série 3, incluindo modelos de luxo e a linha Alpina), a marca alemã trouxe Maximilian Missoni. Ele foi vice-presidente de Design na Volvo e, desde 2018, era o responsável pelo desenho dos modelos da Polestar - sendo a única contratação feita fora do Grupo.
Já o estilo das linhas compacta e média (que reúnem Série 1, 2 e 3 e os X1, X2 e X3), além de todos os modelos da BMW M, ficará sob responsabilidade de Oliver Heilmer, que até aqui liderava o Design da MINI.
Para substituir Heilmer na MINI, o escolhido foi Holger Hampf, que comandava a subsidiária “BMW Group Designworks”, o estúdio de inovação em design do Grupo - uma espécie de incubadora de ideias. A função anterior de Hampf passará a ser ocupada por Anders Warming, que era o antigo chefe de design da Rolls-Royce.
No caso de Domagoj Dukec, até agora diretor do Design Studio da BMW e visto como o “pai” das grelhas de grandes dimensões da marca alemã, ele assumirá atribuições equivalentes na Rolls-Royce.
Como fica a “Neue Klasse” da BMW?
A reestruturação do Design no Grupo BMW é ampla e tende a mexer com o caminho visual que BMW, MINI e Rolls-Royce vinham adotando. Ainda assim, dentro desse puzzle, permanece uma questão central que as mudanças não respondem diretamente: o que acontece com o futuro da Neue Klasse.
No fim do ano passado, conhecemos o Vision Neue Klasse, um protótipo que aponta a direção do design para as próximas gerações de modelos da BMW.
O que muda (e quando) para a Neue Klasse
Agora fica a dúvida sobre como - e em que momento - essa virada profunda no Design do Grupo BMW vai influenciar uma nova geração de carros. Ainda existe tempo para ajustar a rota visual da Neue Klasse? Ou Maximilian Missoni e Oliver Heilmer terão de aguardar a próxima geração de modelos para, de fato, deixarem sua assinatura?
A resposta deve aparecer em 2025, quando a BMW revelar a versão de produção do Vision Neue Klasse X. Ele será um SUV (sucessor do iX3) e o primeiro elétrico da marca alemã desenvolvido com essa nova filosofia de design.
No ano seguinte, será a vez de a versão sedã (antecipada pelo protótipo Vision Neue Klasse) entrar em produção: um BMW Série 3 totalmente elétrico que pode voltar a usar a designação i3.
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