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Marinha Nacional francesa equipa Rafale com pods TELSON 12 JF para derrubar drones

Caça militar cinza voando sobre área costeira com mar e prédios ao fundo em céu claro.

Integração dos pods TELSON 12 JF no Rafale

Em busca de uma solução nova e mais custo-eficiente para abater drones, a Marinha Nacional francesa começou a equipar seus caças Rafale com pods de foguetes guiados. Em especial, trata-se dos TELSON 12 JF, produzidos pela Thales, que - conforme a configuração escolhida para a missão - podem dar a cada caça a capacidade de levar até 24 foguetes de 68 mm ao todo.

A informação ganhou força após a divulgação de uma imagem nas redes sociais. Nela, é possível ver uma aeronave fabricada pela Dassault voando nas proximidades da Base Aérea de Istres-Le Tubé, com um desses pods instalado sob a asa esquerda. É nesse local que a Direção Geral de Armamento (DGA) mantém um centro de testes de voo.

Ainda sobre o avião observado, analistas franceses apontaram que o Rafale em questão seria um exemplar da variante M1. Essa é a primeira versão de produção e, atualmente, vem sendo utilizada para conduzir diferentes tipos de ensaios com sistemas que ainda estão em desenvolvimento.

Sensor TALIOS e a configuração de testes da Marinha Nacional francesa

Além dos pods TELSON 12 JF da Thales, a aeronave também estaria equipada com um pod de designação TALIOS, instalado próximo à entrada de ar do motor direito. Esse conjunto acrescentaria capacidade de aquisição de alvos e guiagem a laser, elemento central para o emprego de munições guiadas.

Motivação: alternativa ao míssil MICA e lições recentes

Caso essa configuração seja ampliada para um número maior de plataformas, a Marinha Nacional francesa poderá, por fim, contar com uma alternativa ao emprego dos mísseis MICA - mais capazes e também mais caros do que um foguete de 68 mm.

O tema ganhou relevância porque esse tipo de armamento foi empregado em grandes quantidades por caças Rafale e helicópteros Tiger destacados por Paris no Oriente Médio, em resposta aos ataques iranianos lançados contra diversos pontos da região como retaliação à Operação Epic Fury. Embora também tenha sido observado o uso dos canhões internos presentes em cada modelo, o consumo elevado de mísseis acendeu alertas quanto aos estoques remanescentes para o futuro, o que pode ter acelerado a realização desses voos de teste.

Experiências semelhantes em outras forças aéreas

Vale lembrar, nesse contexto, que a França não seria o primeiro país ocidental a apostar em foguetes para derrubar drones, reduzindo a diferença de custos que existe ao empregar um míssil ar-ar de alto desempenho contra um sistema não tripulado unidirecional, como os modelos Shahed iranianos.

Nesse sentido, pode-se citar a Força Aérea dos EUA, que avançou na integração de foguetes de 70 mm em suas aeronaves de ataque A-10, além de levá-los também para os caças F-15 e F-16. A Força Aérea da Ucrânia seguiu caminho semelhante com os caças de fabricação americana doados por aliados ocidentais, enquanto a Real Força Aérea britânica fez o mesmo com seus caças Eurofighter Typhoon.

Como funcionam os foguetes Aculeus LG e a diferença de custos

Por fim, ao revisar rapidamente as características dos foguetes integrados aos Rafale franceses - os Aculeus LG -, destaca-se que eles são armas de precisão. Durante a maior parte do voo, seguem uma trajetória balística e, na etapa final, ajustam o percurso com base no alvo iluminado por laser.

O fabricante também informa que a ativação ocorre por indução, algo que, segundo a empresa, torna as ogivas mais seguras e dificulta que sejam reaproveitadas como artefatos explosivos caso acabem nas mãos de possíveis grupos insurgentes. Na comparação de preços com um MICA, a diferença é mais do que expressiva: cada foguete custaria entre 25.000 e 40.000 dólares, enquanto cada míssil custa 1 milhão.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos

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