Pular para o conteúdo

Toyota GR86: primeiras impressões e mudanças em relação ao GT86

Carro esportivo Toyota GR86 vermelho exibido em showroom com iluminação interna moderna.

As expectativas em torno do novo Toyota GR86 estão nas alturas. E não é para menos: ele chega para substituir o elogiado GT86, um cupê esportivo de tração traseira que sempre priorizou a diversão ao volante acima de quase todo o resto - a Toyota chegou a calçá-lo com os mesmos pneus “verdes” do Prius, o que diz muito sobre a filosofia original do carro.

Durante os últimos nove anos, o GT86 se manteve como uma das experiências de direção mais recompensadoras por um valor relativamente acessível - embora, na realidade portuguesa, a tributação baseada na cilindrada tenha tirado parte desse apelo.

Agora, o GT86 vira GR86 e, mesmo preservando a mesma receita - motor naturalmente aspirado, câmbio manual, tração traseira -, praticamente tudo foi revisto ou alterado. A pergunta que fica é: ele ainda entrega o mesmo tempero inebriante?

Primeiro contato com o Toyota GR86 em Los Angeles

Guilherme Costa atravessou o mundo até Los Angeles, nos Estados Unidos da América, para um primeiro contato com o novo Toyota GR86, durante os L.A. Test Drives dos World Car Awards, evento no qual, além de jurado, ele também é diretor. E compartilha o novo esportivo e as primeiras impressões ao volante.

Mais “pulmão”

Muita coisa mudou no GR86, que segue tendo como “irmão” o Subaru BRZ. A alteração que mais deu o que falar? O motor.

Ele continua sendo um quatro-cilindros boxer (cilindros opostos) naturalmente aspirado, mas a cilindrada aumentou dos 2,0 l do GT86 para 2,4 l. Isso aparece direto nos números de potência e torque, que passaram, respectivamente, de 200 cv para 235 cv e de 205 Nm para 250 Nm.

Só que o ponto decisivo está no torque e, principalmente, no giro em que ele aparece. No GT86, os modestos 205 Nm só ficavam disponíveis a 6400 rpm (até 6600 rpm), muito perto do regime de potência máxima a 7000 rpm, o que deixava esse motor com um comportamento bem “pontudo”.

No novo GR86, os 400 cm3 extras renderam mais 45 Nm e, mais importante ainda, o torque máximo agora chega a cerca de 3700 rpm - um giro bem mais utilizável. Assim, não é necessário “espremer” o boxer para o carro ganhar velocidade com agilidade. E isso também deixa a condução cotidiana mais agradável, sem precisar andar com a “faca nos dentes”.

Torque em baixa e caráter do motor

Ainda assim, não fazem sentido os receios de que essa disponibilidade maior tenha “diluído” a personalidade do motor: os 235 cv seguem aparecendo a 7000 rpm e a entrega mais forte em médios regimes acabou trazendo um comportamento ainda mais enérgico, como o Guilherme pôde confirmar na Angeles Crest Highway, onde aconteceram os testes para os World Car Awards.

Aceleração e desempenho

O GR86 também ganhou fôlego na aceleração: ele chega aos 100 km/h em 6,3s, contra 7,6s do GT86. Não vira um “monstro” de performance - e nem essa é a proposta -, mas como o Guilherme diz no vídeo:

Em Portugal

O novo Toyota GR86 passa a ser o degrau de entrada no universo Gazoo Racing, posicionado abaixo do especial de homologação GR Yaris, que, por sua vez, fica abaixo do GR Supra.

Preço, impostos e o lugar do cupê esportivo

No entanto, mais uma vez por causa da tributação automotiva em Portugal, é bem provável que, quando o GR86 for lançado em algum momento de 2022, ele acabe custando até mais do que o GR Yaris (que começa acima dos 42 mil euros) - muito em função do seu motor “gigante” de 2,4 l de capacidade.

É uma pena, porque este cupê esportivo old school é uma “criatura” raríssima nos dias de hoje: uma das homenagens mais puras ao prazer de dirigir sem custar os “olhos da cara”.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário