Entre os sedãs esportivos grandes, este é o melhor do planeta. Ele ocupa o topo de uma pilha seleta - e caríssima - que reúne o Audi S8 V10, o Mercedes S63 AMG de 525 bhp e a novíssima BMW Série 7 V8 biturbo, e consegue superar todos eles, cada um à sua maneira.
É um elogio pesado, mas o novo Quattroporte Sport GT S faz jus. Na Maserati, parece que tudo deu certo com este carro: uma sequência de ajustes pequenos, somados, transforma o conjunto e o faz realmente brilhar.
Linha Maserati e o que significa o “S”
Antes, vale um rápido alinhamento da gama da Maserati, caso você tenha perdido alguma atualização recente. Qualquer modelo com um “S” traz sob o capô o novo V8 4,7 litros com cárter úmido. Assim, o cupê GranTurismo existe nas versões padrão (4,2 litros) e S (4,7).
No caso do GranTurismo S, o câmbio é uma variação da transmissão manual automatizada com “borboletas” no volante, derivada do sistema F1 da Ferrari e montada atrás, em um arranjo transaxle.
Motor 4,7 litros e câmbio automático ZF no Quattroporte Sport GT S
Este Quattroporte Sport GT S usa um V8 4,7 litros muito parecido, mas com calibração para entregar 433 bhp - 8 bhp a mais que o QP S padrão e 38 bhp acima do 4,2. A diferença crucial é a transmissão: aqui ele é casado a um câmbio automático convencional da ZF.
É o mesmo câmbio que aparece em Jaguar, Mercedes e BMW, porém ajustado às exigências de giro alto típicas da Maserati. E o resultado é excelente: no modo manual, as trocas são rápidas; no automático, ele atua com suavidade e respostas diretas - uma combinação perfeita para o temperamento do carro.
Suspensão, detalhes visuais e o caráter do Sport GT S
Outro ponto importante: este QP Sport não recebe a suspensão adaptativa “Sky Hook” presente em outros Maserati. Em vez disso, ele adota molas mais rígidas nos quatro cantos e uma altura mais baixa, só que sem possibilidade de ajuste. Sem problema - ficamos com o acerto que os engenheiros consideraram ideal.
Para completar, há mudanças estéticas que fecham o pacote, como as lentes dos faróis escurecidas, as aletas côncavas pretas na grade e as saídas de escape ovais.
Somando tudo, o que surge é um sedã de presença marcante e construção sólida, com dirigibilidade impressionante - e que também sabe ser silencioso e confortável quando a situação pede.
Aí você aperta o botão Sport, e algumas válvulas no escapamento se abrem para deixar o som passar praticamente direto. É um dos sons de motor mais, mais espetaculares que existem: um uivo de V8 delicioso, uma nota que arrepia e faz você atravessar cidades em modo Sport, com os vidros abertos, em primeira marcha a 4.500 rpm, só para ouvir o eco batendo nas paredes.
E ainda tem a dinâmica, favorecida pelo motor posicionado totalmente atrás da linha do eixo dianteiro - o que, na prática, deixa o carro com arquitetura de motor dianteiro-central. Da entrada de curva até o ápice, a resposta é elétrica e imediata, com direção que transmite muita informação.
A distribuição de peso é de 49 por cento na frente e 51 por cento atrás, ajudada por um tanque de combustível instalado atrás dos bancos traseiros, que invade o porta-malas. E daí? Para nós, não importa.
Que venham o Porsche Panamera e o Aston Rapide. O Quattroporte Sport GT S está à espera, sem piscar e sem medo. Nenhum quatro-portas grande anda com mais vontade - ou melhor - do que ele.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário