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Abarth Punto Evo: a nova tentativa no Reino Unido

Carro esportivo branco Abarth em estrada sinuosa com montanhas e céu nublado ao fundo.

Vendas do Abarth Punto no Reino Unido: números que não empolgam

No ano passado, a Fiat emplacou 247 unidades do Abarth Punto no Reino Unido. Tudo bem: na grande tabela dos “bons anos para vender carros”, 2009 ficou lá em baixo, mais ou menos por volta do fim da Idade Média. Ainda assim, a Mini conseguiu entregar 4,303 unidades do Cooper S no mesmo período - dezassete vezes mais. Talvez seja um pouco injusto colocar o Punto lado a lado com o Cooper, que domina tudo, mas vale lembrar um dado importante: no mesmo ano, o público britânico comprou mais de 1,000 unidades do Abarth 500.

Com isso, a reação do mercado britânico ao Abarth Punto tem sido um sonoro “tanto faz”. Só que agora existe um novo modelo, baseado no Punto reestilizado, o “Punto Evo”, e ele deve - pelo menos no papel - atrair mais gente.

Motor “MultiAir” 1,4 turbo do Abarth Punto Evo e desempenho

O Abarth Punto passa a usar uma versão turbinada do motor 1,4 litro “MultiAir” da Fiat, com um controlo inteligente das válvulas que poupa muito combustível e, ao mesmo tempo, aumenta o binário. Com 163 cv, ele é 10 cv mais forte do que o antigo 1,4 do Abarth Punto, mas, para os padrões atuais de hatch esportivo, ainda é um número comedido.

Trata-se de um motor refinado e suave; por isso, o Punto parece rápido, mas não selvagem. Na aceleração até 97 km/h, ele é um segundo mais lento do que o nosso campeão dos compactos apimentados, o Clio 200. Em breve chega um pacote SS, com cerca de mais 20 cv. É o tipo de atualização que vale a pena esperar.

Dinâmica e “Torque Transfer Control” no Abarth Punto

Um aviso: só conduzimos o Punto no asfalto liso como mármore da pista de testes de Balocco, da Fiat. Vamos segurar o veredito final até encará-lo numa estrada secundária esburacada, mas a suspensão pareceu bem calibrada: comportamento previsível e boa aderência, ainda que sem a mesma resposta direta e firme do Clio 200.

Mesmo assim, ele está bem mais afiado do que o Punto antigo. Pela primeira vez, o Abarth Punto recebe o sistema Torque Transfer Control da Fiat, um pseudo-diferencial eletrónico que trava a roda dianteira interna quando se pressiona o botão Sport. O resultado é convincente: em curvas fechadas, a frente “aponta” muito melhor e o subviragem diminui. Funciona tão bem que é difícil imaginar um cenário em que você queira desligá-lo.

Um “mini GT” para o quotidiano (e não só um hatch esportivo)

Para um produto da marca que fez o Abarth 500, hiperativo e com jeito de filhote, o Punto é surpreendentemente adulto. Será que ele vai conquistar uma leva de novos clientes? Provavelmente não. Apesar de ter evoluído em relação ao antecessor, não é simples identificar o que o Punto entrega que outros hatches esportivos não oferecem: direção e engates do câmbio ficam bem longe do envolvimento “na ponta dos dedos” do Clio, e ele também não alcança o charme de boutique do Alfa MiTo ou do Citroen DS3.

Mas, se você enxergar o Punto Abarth como um mini GT - um carro para o dia a dia económico e sem graça, mas com um toque de efervescência quando necessário - a proposta passa a fazer mais sentido. Vá lá, dê um lar a um Abarth.

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