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Berkshire Hathaway volta à aviação com participação de US$ 2,6 bilhões na Delta Air Lines em 2026

Homem de terno segurando modelo de avião Delta em escritório com grandes janelas e avião real ao fundo.

Mudança de rota sob Greg Abel

Depois de anos de desconfiança em relação ao setor e de ter saído completamente das companhias aéreas durante a pandemia de COVID-19, a Berkshire Hathaway - agora sob a liderança de Greg Abel - voltou a apostar na aviação. No primeiro trimestre de 2026, documentos regulatórios indicaram uma participação de aproximadamente US$ 2,6 bilhões na Delta Air Lines.

Histórico: críticas de Warren Buffett e a saída em 2020

Esse movimento sinaliza uma virada relevante na estratégia da holding, que no passado, sob Warren Buffett, era dura com o negócio de aviação. A crítica recorrente era que a combinação de concorrência acirrada, margens apertadas e forte sensibilidade ao ciclo econômico costumava, historicamente, destruir valor para os acionistas.

Ainda assim, entre 2016 e 2019, a Berkshire chegou a manter posições importantes em empresas como Delta, Southwest, American Airlines e United. Essas participações, porém, foram desfeitas em 2020, no auge da crise desencadeada pela pandemia.

Por que a escolha recaiu sobre a Delta Air Lines

A aposta específica na Delta sugere um reconhecimento da resiliência da companhia. A empresa vem se destacando por uma estratégia voltada a passageiros premium, pelo peso dos programas de fidelidade e por uma rentabilidade operacional superior, mesmo com a pressão do aumento nos preços do combustível. Esse encarecimento é atribuído a tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao conflito envolvendo o Irã.

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