Nas quatro gerações anteriores, o X5 conquistou grande projeção mundial: quase sempre figurou entre os modelos mais vendidos da marca bávara e teve papel relevante nos resultados financeiros da fabricante, por ser um SUV com margens de lucro especialmente atrativas.
Fabricado desde 1999 na planta de Spartanburg, na Carolina do Sul (EUA), o BMW X5 já passou da marca de três milhões de unidades produzidas. Só no ano passado, essa mesma fábrica colocou nas ruas cerca de 413 mil veículos da família X (X3, X5, X6, X7 e XM).
Uma das grandes estreias desta nova geração é a chegada de uma versão totalmente elétrica. Com isso, o X5 se torna o primeiro carro da história da BMW a ser oferecido com cinco tipos diferentes de propulsão: gasolina, diesel, híbrido plug-in, 100% elétrico e - mais adiante - hidrogênio.
Injeção de «Neue Klasse» no BMW X5
A diretriz por trás do desenvolvimento do novo X5 foi absorver características dos futuros modelos Neue Klasse da marca alemã (i3 e iX3), tanto no visual quanto na tecnologia.
A linguagem de design passa a combinar elementos vistos no novo iX3 (assinatura dos faróis, grade dianteira) com um estilo mais limpo e de formas monolíticas. Na frente, ganham destaque a tradicional grade dupla da BMW e a assinatura luminosa dinâmica. Os faróis LED adaptativos exibem duplos “X” nas luzes diurnas, deixando o X5 facilmente identificável de dia e à noite.
No interior, a proposta mistura materiais naturais e soluções inovadoras, como ardósia e vidro. As portas recebem costuras em “X”, repetidas também no acabamento do painel.
O cockpit foi redesenhado e passa a trazer uma faixa tridimensional de iluminação ambiente retroiluminada. Outra novidade é a estreia de uma tela full-HD de 14,6" para o passageiro dianteiro, que ganha acesso a recursos de entretenimento (filmes em streaming, jogos, música, internet, chamadas telefônicas etc.) e informações úteis durante a viagem.
Materiais predominantemente macios ao toque, montagem sólida, o amplo teto solar panorâmico (de série) e a possibilidade de escolher bancos com foco em conforto ou em esportividade (opcionais, com ventilação e massagem, além de revestimento em couro sintético ou couro natural) reforçam a atmosfera premium da cabine espaçosa.
No centro do painel está a tela principal de 17,9" em alta resolução, sem moldura e com retroiluminação matricial, oferecendo controle por toque, página inicial configurável e atalhos diretos para as funções mais usadas.
Na mesma linha dos elétricos mais recentes da Neue Klasse, o modelo adota o Panoramic iDrive: um conceito integrado de telas e operação que reúne displays digitais, comandos físicos e software inteligente.
O Panoramic Vision projeta informações por toda a parte inferior do para-brisa, mantendo sempre visíveis os dados de condução no campo de visão do motorista. O restante do conteúdo pode ser personalizado e fica acessível também aos demais ocupantes.
Motores para todos os gostos
Combustão (gasolina ou diesel, sempre com seis cilindros), híbrido com recarga externa (PHEV), totalmente elétrico ou até hidrogênio. No novo X5, há opções para praticamente todos os perfis.
Entre as alternativas mais tradicionais, o X5 40 xDrive com motor a gasolina de seis cilindros entrega 400 cv (20 cv a mais do que o antecessor). Meses depois, está prevista a chegada de uma versão M Performance com motor V8. O diesel permanece na gama com seis cilindros, na configuração 40d xDrive, com 313 cv, agora somando 13 kW/17 cv de assistência elétrica (nesta motorização mild-hybrid).
A atualização mais recente do seis cilindros a gasolina também eleva os números dos dois X5 híbridos plug-in: passam a oferecer 360 kW/489 cv (50e xDrive com autonomia elétrica de até 102k m) e 450 kW/612 cv (X5 M60e xDrive, capaz de rodar até 98 km no modo elétrico).
Duas ofertas elétricas
Em estreia absoluta. Ainda dentro de 2026, chega o iX5 60 xDrive, versão 100% elétrica com dois motores - um em cada eixo - somando 425 kW/578 cv e 805 Nm.
O conjunto privilegia o motor traseiro, do tipo síncrono (EESM), com 242 kW/329 cv e 500 Nm, apoiado por um motor dianteiro assíncrono, que rende 183 kW/249 cv e 305 Nm.
Os números deixam claro o viés esportivo do iX5 60 xDrive: aceleração de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. Já a autonomia declarada (naturalmente em condições de ritmo bem mais moderado...) chega a 845 km, ajudada também pela maior bateria já aplicada por uma fabricante europeia em um elétrico até aqui (141 kWh!).
A bateria do iX5 introduz células cilíndricas mais altas (120 mm em vez de 95 mm), o que eleva a energia utilizável em cerca de 30%.
Além disso, as células são integradas diretamente à estrutura do iX5 (sem elementos estruturais ou qualquer tipo de embalagem) - o chamado conceito cell-to-pack -, contribuindo para aumentar a densidade energética do sistema, além de reduzir peso e custos.
Versão a hidrogênio chega em 2027
O outro elétrico “puro” é o iX5 Hydrogen, que utiliza a terceira geração da tecnologia de célula a combustível, desenvolvida em parceria com a Toyota. Ele deve aparecer mais tarde - em princípio no fim de 2027, embora isso ainda não tenha sido confirmado oficialmente. Pela primeira vez em um veículo a hidrogênio, haverá tração integral.
O conceito de armazenamento plano de hidrogênio (no qual vários tanques de alta pressão são conectados em paralelo e integrados a uma estrutura metálica de alta resistência) ajuda a otimizar o espaço interno, e o sistema será complementado por uma bateria compacta de alta tensão.
Dinâmica como ponto forte
Nas versões com motor a combustão ou sistema híbrido plug-in, a gestão central da dinâmica lateral concentra as funções voltadas a aumentar a agilidade - incluindo a tração integral -, de modo semelhante ao que o sistema Heart of Joy faz no BMW iX5.
A suspensão adaptativa (de série), junto com a distribuição praticamente equilibrada, são pontos que favorecem uma dinâmica coerente com a tradição da marca bávara.
Como opcional nas versões de entrada, o Controle Adaptativo de Chassi reúne suspensão pneumática adaptativa nos dois eixos e eixo traseiro direcional (as rodas traseiras podem esterçar até 3,2 graus, reduzindo o diâmetro de giro do SUV em cerca de 0,8 metros).
Por sua vez, o Controle Adaptativo de Chassi também permite ajustar a altura livre do solo da carroceria (de forma automática ou manual), elevando o conforto ou a autonomia, conforme o modo selecionado. Na configuração mais avançada (Professional), a função de estabilização aprimora o comportamento das variantes elétrica e plug-in.
Quando chega?
A produção do novo BMW X5 começa em agosto de 2026, na fábrica de Spartanburg, nos EUA. A estreia comercial das versões com motor a combustão está prevista para o fim de novembro, enquanto as variantes híbridas plug-in e elétricas a bateria começam a ser vendidas no início de 2027.
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