As promessas em torno da segunda geração da Volkswagen Amarok são altas: a marca quer repetir - ou até superar - o êxito da anterior, que passou de 830 mil unidades vendidas no mundo desde 2010, e reforçar um posicionamento premium, como a própria Volkswagen define.
E para entender de onde vem essa nova Amarok, dá para começar pela Ford Ranger, líder de vendas na Europa. Isso porque, como já se disse várias vezes, a picape alemã de segunda geração divide plataforma e conjunto mecânico com a nova Ranger, fruto do acordo de cooperação firmado entre as duas marcas em 2019.
Apesar de serem tecnicamente muito próximas, a Volkswagen trabalhou bem o design para diferenciar a nova Amarok da sua “prima”, tanto por fora quanto por dentro - sem margem para confusão.
As duas também vão compartilhar a mesma fábrica, localizada na África do Sul. O país seguirá como um dos mercados mais importantes para a nova geração, assim como a Austrália e a Ásia - regiões onde picapes têm forte presença comercial -, com chegada prevista também à Europa no fim do ano.
Ainda maior e mais capaz
Em comparação com a antecessora, a nova Volkswagen Amarok ficou quase 10 cm mais comprida (5,35 m) e o entre-eixos cresceu ainda mais - 17,3 cm - chegando a 3,27 m. As projeções dianteira e traseira diminuíram, o que ajudou a melhorar os ângulos de ataque e de saída.
Por outro lado, o ângulo ventral é afetado pelo entre-eixos maior, mas a capacidade de vau dá um “salto” de 300 mm, passando agora a 800 mm no total.
Como antes, haverá versões de cabine simples e cabine dupla, e o aumento nas dimensões aparece de forma positiva no espaço interno, tanto para passageiros quanto para carga.
Se na Amarok de cabine dupla quem mais ganha são os ocupantes traseiros, na Amarok de cabine simples o destaque fica para a caçamba, que passa a permitir o transporte de duas europaletes.
A capacidade de carga também subiu para 1200 kg - mais 200 kg do que antes - e a capacidade máxima de reboque continua nos 3500 kg.
A caçamba recebeu atenção especial e poderá vir com diferentes coberturas, manuais ou elétricas.
Muitos motores, mas nem todos chegarão à Europa
A Volkswagen anuncia seis motorizações para a nova Amarok - as mesmas que já vimos na Ford Ranger -, com predominância de opções Diesel, mas sem deixar de fora um motor a gasolina.
No Diesel, começa com um quatro cilindros em linha de 2,0 l, em três níveis de potência: de 150 cv até 210 cv. Acima dele aparece um V6 de 3,0 l, com potência entre 240 cv (Europa) e 250 cv (resto do mundo).
Por enquanto, o mais potente é o motor a gasolina: um quatro cilindros em linha de 2,3 l, turbocomprimido, com 302 cv de potência máxima. Mais adiante, como acontecerá com a “prima” Ranger, podem surgir versões híbridas plug-in e até 100% elétricas.
Essa variedade mecânica dá à Volkswagen a possibilidade de escolher a motorização mais adequada a cada mercado, e por isso nem todas devem chegar aos concessionários europeus. A composição final da gama Amarok será conhecida mais perto do lançamento.
Como já era na antecessora, a nova Volkswagen Amarok terá versões com tração em duas e em quatro rodas. E todas as variantes com 210 cv ou mais vêm de série com câmbio automático de 10 marchas. A outra opção disponível é um câmbio manual de seis marchas.
Não falta sofisticação e requinte
É provavelmente no interior da nova Amarok que o tal posicionamento premium citado pela Volkswagen fica mais evidente. O desenho, mesmo priorizando a praticidade, não destoaria se estivesse em um SUV.
Como em muitos modelos atuais, a cabine é dominada por uma grande tela central tátil, na vertical, que pode ter 10″ ou 12″ - e ainda assim não faltam porta-objetos: são 20 no total.
A tela é acompanhada por saídas de ar, e logo abaixo há uma fileira de comandos físicos com aparência mais refinada, que facilitam o acesso a funções importantes do veículo. O quadro de instrumentos também é digital e varia entre 8″ nas versões mais simples e 12″ nas mais completas.
Há itens que a gente costuma ver mais em carros de passeio, como o sistema de som Harman Kardon, acabamento em pele na parte superior do painel e, por fora, rodas de até 21″ e os faróis IQ.Light (LED Matrix) mais sofisticados.
Cinco linhas de equipamento
A gama da nova Volkswagen Amarok será organizada em cinco linhas de equipamento. Se as três primeiras já são conhecidas de outros Volkswagen - Amarok (base), Life e Style -, as outras duas são exclusivas da Amarok: Panamericana e Aventura.
A diferença vai além da lista de itens: as Amarok Panamericana e Amarok Aventura trazem uma dianteira específica, com um motivo em “X” que liga a parte superior e inferior da frente. Nos demais níveis, essas áreas ficam separadas por uma faixa colorida, destacando linhas horizontais.
A Volkswagen Amarok Panamericana é a mais voltada ao uso fora de estrada, com rodas de 18″ e pneus off road, enquanto a Amarok Aventura é a mais refinada e urbana, com detalhes cromados, rodas de 20″ e uma barra “Stylingbar” logo atrás da cabine.
Quando chega?
A segunda geração da Volkswagen Amarok tem chegada prevista para o final deste ano, mas ainda não foram anunciadas a gama final nem os preços.
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