Então, o que é isso?
É o Soul EV - ou seja, a versão 100% elétrica do mini-MPV da Kia que você já conhece, só que sem gasolina no tanque.
Já estou quase vibrando de ansiedade.
Dá pra imaginar. Este deve ser o primeiro elétrico da Kia vendido globalmente e produzido em grande escala, depois do pequeno Kia Ray (um “caixote sobre rodas” no estilo Nissan Cube) que, discretamente, vem conquistando simpatizantes dos carros elétricos na Coreia do Sul há pouco mais de três anos.
Ele usa a plataforma padrão do Soul com tração dianteira - pensada para receber um pacote de baterias com o mínimo de invasão no espaço interno -, a mesma base do novo Cee’d. Um ponto de partida bem honesto.
A bateria fica instalada no assoalho do Soul, ajudando a baixar o centro de gravidade. Com isso, ele promete 0–100 km/h em menos de 12 segundos, uma velocidade máxima de cerca de 145 km/h e um motor com pouco menos de 110 bhp (algo como 112 cv) e 272 Nm de torque.
E em quanto tempo recarrega?
Numa tomada de 220–240 V, você chega a carga completa em cinco horas; já num carregador rápido de 100 kW, a promessa é de 25 minutos.
Só que este EV também é cerca de 300 kg mais pesado que o Soul “normal”. A Kia ainda está fechando a tecnologia de bateria/motor e, por enquanto, nem definiu qual será o fornecedor.
Qual é a autonomia?
A Kia estima mais de 200 km de alcance quando ele chegar às lojas no ano que vem. O que é bom.
E como é dirigir?
Silencioso. O Soul passa uma sensação de carro acertado, refinado e, no nosso trajeto de teste, foi um jeito macio e confortável de circular pela cidade. Em vias mais rápidas, deu para notar um pouco de rolagem da carroceria e uma suspensão bem voltada ao conforto; cravando o pé desde parado, o torque instantâneo faz o Soul balançar sobre molas e amortecedores.
Mas esse torque... é o grande charme dos elétricos. Muito torque “do nada” significa boa disposição de 0 a 50 km/h, facilidade para ultrapassar e até um assobio simpático do motor, meio “trem-bala”.
Até onde vocês foram?
Na primeira perna do nosso teste, rodamos pouco mais de 26 km, e a autonomia indicada caiu de 166 km para 126 km. A segunda perna mostrou queda de 124 km para 108 km, enquanto percorremos 21 km. Tudo isso combinando um uso esperto de acelera-e-para e, cof cof, um pé direito um pouco mais pesado.
Vale comprar?
Eu esperaria. As especificações finais ainda precisam ser confirmadas e, com base neste primeiro teste com o protótipo, o Soul EV não é exatamente um carro empolgante de guiar. Mas tudo pode se resumir ao preço: se a Kia encontrar um jeito de oferecer um EV urbano por um valor próximo ao Soul a gasolina, ela pode ter uma aposta bem vencedora nas mãos...
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