O Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD) selecionou a Lockheed Martin UK para conduzir o desenvolvimento de um novo alvo hipersônico במסגרת do Projeto *Bowline*, programa de 20 milhões de libras esterlinas criado para expandir a capacidade britânica de testar e validar a nova geração de sistemas de defesa aérea e antimísseis diante da rápida transformação das ameaças hipersônicas.
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Projeto Bowline e a cooperação AUKUS
Anunciado durante o Farnborough International Airshow, o projeto faz parte do Pilar 2 da parceria AUKUS, por meio do qual Reino Unido, Estados Unidos e Austrália intensificam sua colaboração em tecnologias avançadas de defesa. Dentro desse esforço, o Projeto Bowline é uma das contribuições do Reino Unido para o desenvolvimento compartilhado de capacidades relacionadas tanto a armas hipersônicas quanto a sistemas destinados a neutralizá-las.
O equipamento não será um armamento operacional, mas um alvo aéreo de alta velocidade desenvolvido para simular de forma mais realista o perfil de voo de ameaças hipersônicas. Com capacidade para superar Mach 5, o veículo será utilizado em campanhas de testes para avaliar o desempenho de futuros sistemas de interceptação e defesa antimísseis em condições cada vez mais semelhantes às de cenários reais de combate.
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Lockheed Martin UK desenvolverá o alvo hipersônico
Pelos termos do contrato, a Lockheed Martin UK responderá por todas as etapas do programa: projeto, fabricação, certificação e testes em voo do novo alvo. De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira demonstração de voo está programada para 2027, uma fase considerada essencial para consolidar a infraestrutura britânica de testes dedicada a tecnologias hipersônicas.
O Projeto Bowline também está inserido no programa Hypersonic Flight Test and Experimentation (HyFliTE), uma das principais iniciativas do Pilar 2 da AUKUS voltadas a acelerar pesquisas e atividades experimentais sobre tecnologias hipersônicas e contrahipersônicas. A parceria entre os três países ainda contempla inteligência artificial, tecnologias quânticas, guerra eletrônica, capacidades cibernéticas e sistemas submarinos avançados.
Estados Unidos e Austrália contribuirão para o desenvolvimento com a experiência adquirida em pesquisas e campanhas de testes de veículos hipersônicos. A previsão é que essa cooperação ajude a validar a nova plataforma e reforce a interoperabilidade entre os futuros programas de ensaios realizados pelos parceiros da AUKUS.
Defesa antimíssil e indústria britânica
Ao comentar o anúncio, o Diretor Nacional de Armamentos, Rupert Pearce, declarou: “A implementação do Projeto Bowline ajudará a garantir que o Reino Unido permaneça na vanguarda das ameaças hipersônicas em constante evolução. Ao colaborar com nossos parceiros da AUKUS e investir em tecnologia avançada de mísseis no Reino Unido, estamos fortalecendo nossa capacidade de defesa soberana, apoiando um setor crítico de nossa economia e reforçando nossa capacidade de fornecer uma defesa antimíssil eficaz.”
Além de reforçar as capacidades militares britânicas, espera-se que o programa estimule a base industrial de defesa do país. A Lockheed Martin UK incluirá pequenas e médias empresas britânicas em sua cadeia de fornecimento, em alinhamento com o novo Defence SME Action Plan apresentado pelo governo, uma iniciativa voltada a ampliar a presença da indústria nacional nos principais programas estratégicos de defesa.
Com o Projeto Bowline, Londres pretende ampliar sua capacidade de acompanhar a rápida evolução das armas hipersônicas e assegurar que os futuros sistemas britânicos de defesa aérea e antimísseis sejam avaliados em cenários compatíveis com as ameaças previstas para o ambiente operacional das próximas décadas.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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